Aceitei um desafio. Há um site, Writer’s Digest, para aspirantes a escritores. Hoje, surgiu um desafio: voce promete a si mesmo que vai escrever algum texto todos os dias até 31 de dezembro deste ano.
As pessoas se propõem ao que quiserem. Alguns querem terminar livros, outros pretendem concluir algum trabalho. Eu quero apenas escrever. Preciso escrever. O ato de colocar meus pensamentos no “papel” me faz muito bem.
Sou suscetível a compulsões. Muitas vezes são jogos no computador, outras, mexer com fotografias, ou fazer tricô, comprar livros, organizar alguma coisa, etc. Nâo existe remédio para a compulsão. A gente precisa direcioná-la para atividades produtivas. Quando isso não acontece, surge dependência química, hipocondria, vício em jogos e inúmeros outros problemas.
Para mim, a escrita é a atividade mais terapêutica. Quando mantenho um ritmo de escrita constante, vejo as compulsões ficarem bem mais fáceis de controlar. Por isso, sem desistir do acompanhamento da perda de peso no outro blog, prometi escrever alguma coisa neste aqui todos os dias.
Sei que não será esforço. Gosto de fazer isso, sinto prazer depois do texto pronto, gosto de sentir as ideias saindo pelas pontas dos dedos.
Haha, me aguarde, Sr. Blog, porque você receberá aqui pensamentos do arco da velha. Sérios, tristes, alegres, bobos, engraçados, infantis e, talvez, alguma pérola de sabedoria. Espere e verá!
Eu “tava” pensando…
EU E A DILMA
Não sei bem como, mas acabei virando elite. Na verdade, sou povo. Muito povo. Os pais de meu pai eram imigrantes italianos. Meu avô materno, pastor. Meu pai, funcionário do Banco do Brasil. Meu marido, empresário que luta todos os dias para manter sua empresa funcionando. Trabalha literalmente de sol a sol, porque quando dorme tem pesadelos sobre falência. E como virei elite?
Por um simples fato: não voto no PT. Nessa última eleição, não me empolguei. Serra não seria o candidato de minha preferência, mas, para ser franca, não há candidato de minha preferência. Admiro FHC, mas isso se deve mais à sua capacidade intelectual do que à sua atuação política. Comentando sobre sua experiência no Planalto, o ex-presidente falou: “O Planalto é uma coisa, a planície, outra. Na planície você é promovido a povo”. Gostei disso. PROMOVIDO. Ser povo é muito melhor. Todos somos povo. Todas as cores de pele e cabelo, todos os níveis sócio-econômicos. A presidente e a faxineira. Por algum motivo, povo virou sinônimo de pobre.
Estou divagando. O que me levou a escrever hoje foi nossa presidente. Como deixei claro, não votei nela. Não simpatizo com ela. Devo revelar que isso vem do nada. Ela nunca me ofendeu. Inclusive admiro a luta dela contra a ditadura. Admiro qualquer pessoa que tenha tido coragem de se levantar contra aquele horror.
Hoje, entretanto, ela é minha presidente. Foi eleita pela maioria do povo brasileiro. Esse povo de verdade: todos, sem classificações e estratificações ridículas. De agora em diante, torço por ela. Em minha fé, já comecei a orar por ela, pedindo sabedoria, força, autoridade, amor por nós, povo. Ela tem meu respeito, pois é a autoridade máxima em nosso país. Torço para que ela faça um governo excelente. Como entendo que o país é feito por todos nós, trabalharei no sentido de ver o Brasil crescer. Quem sabe, no governo dela, todos acabemos virando elite. Se eu virei, qualquer pessoa pode virar também.
Sendo assim, nossa presidente Dilma Roussef poderá contar comigo naquilo que for fazer para o bem do maravilhoso povo do Brasil!