TURISTA, EU??????????????????

Vou falar mais sobre meu guru turístico, o Ricardo Freire, autor de Viaje na Viagem, o melhor livro que já li sobre o assunto (e olha que já li muitos).
Ele comenta sobre gente que viaja e, ao chegar ao destino, diz que não quer ser reconhecida como turista, quer se “misturar” com os locais. Helloooooo! Quem é que quer, de verdade, chegar ao Rio de Janeiro, acordar às 6:30 (DA MANHÃ!!!), pegar o carro, enfrentar o engarrafamento na Avenida Atlântica ou na Vieira Souto, de terno ou sapato alto, para ir trabalhar em algum escritório com ar condicionado? Eu quero é andar no calçadão, depois ir para a praia e sentar nas cadeiras que os caras trazem para mim, pedir uma barraca quando o sol ficar muito quente, tomar umas mil Cocas Zero (não gosto de cerveja). Depois, almoço em um restaurante perto da praia, hotel, banho, sonequinha, terminando o dia com um passeio delicioso em algum lugar interessante. Com certeza, a vida dos habitantes da cidade não é bem assim.
Então, turistas, vamos assumir nossa condição, com orgulho. Vamos levantar a bandeira em defesa dos desprezados turistas e suas câmeras fotográficas. Vamos nos deslumbrar diante do que merece deslumbramento. Vamos curtir tudo que as cidades têm e seus moradores jamais se lembram de curtir!
Eu afirmo que já saí do armário no quesito opção turística. Sou turista mesmo. Apaixonada, deslumbrada. Curto minha condição desde o momento em que começo a pensar na possibilidade da viagem.
Ricardo Freire, que é autoridade no assunto e não apenas mero mortal como eu, prova em seu livro o motivo pelo qual não podemos, jamais, pensar que estamos vivendo a “vida real” da cidade.
Pegue seu gasto em um dia em uma viagem: inclua diária de hotel, aluguel de carro ou despesa com outro meio de transporte, refeições, passeios, comprinhas e compronas, enfim, anote TUDO que gastar. Depois multiplique por 30. Seria esse o salário necessário para você viver um mês naquela cidade com as mordomias de que desfrutou no dia de turista. Nunca tive coragem de fazer isso. Aceito a palavra dele e os cálculos minuciosos que o Sérgio faz. Mas, na verdade, nunca fiquei sabendo quanto teria que ganhar para levar a vida que tenho quando viajo.
E ele faz um comentário imperdível, que repito, mas não sigo: se você examinar a vida financeira de todos os passageiros de um avião, pode ter certeza de que metade dos que estão na primeira classe deveriam estar na executiva. Setenta por cento dos que estão na executiva deveriam estar na econômica. E TODOS os da econômica deveriam ter ficado em casa.
Assim como disse ontem, vou ter que desobedecer o Ricardo Freire. Apesar dele dizer que eu devia ficar em casa,

NEW YORK QUE SE PREPARE, AÍ VOU EU!!!!!
(Perdão, querido guru turístico, mas vou mesmo.)
As “meninas” da viagem já estão em troca intensa de e-mails, todas animadas, porque sábado a gente decola. IUHUUUUUUU

MALA

Sou capaz de arrumar uma mala para qualquer tipo de viagem em menos de meia hora.
Tenho meu esquema (se você acompanha meus blogs sabe que tenho esquema para praticamente tudo nesta vida). Separei uma gaveta com itens que só uso em viagem: carteira, secador de cabelo, necessaire, etc. Isso facilita muito minha vida. Adianta o serviço.
Tenho um guru quando se trata de viagem. É o Ricardo Freire. Ele escreveu um livro imperdível para quem gosta de viajar: Viaje da Viagem. Tem uma página no Facebook com o mesmo título, e um site também:  http://www.viajenaviagem.com/. Vale a pena tanto ler o livro quanto visitar o site e a página do Face, caso você também goste de viajar.
Mas preciso confessar ao Ricardo que desobedeci uma das instruções dele nesta semana.
O caso é que ele diz para a gente NUNCA comprar mala para uma viagem específica. Com muito humor, já que o estilo dele é delicioso, ele diz no livro que a gente, um dia, está passeando no shopping e, de repente, pensa: “Acho que vou comprar uma mala hoje”. Ele explica. Quando você não tem uma viagem programada, fica mais fácil ser isento na hora de escolher a sem alça. Porque, aqui entre nós, existe coisa mais desconfortável do que mala?
Uma das gírias mais bem boladas é chamar uma pessoa de mala. Sem alça, então, é o cúmulo da perfeição.
Voltemos à minha desobediência. Viajo no sábado. Devo ter, aqui em casa, umas mil malas. De todos os tamanhos, tipos e cores. Não precisava de mala nova. Inclusive, tenho um esquema (acho que já citei isso antes): minha mala para viagens internacionais já fica com a bolsa desmontada dentro, AQUELA, que vai voltar cheia de comprinhas. Facilita muito.
Mas eu tinha um sonho de consumo. Não, não é Louis Vitton. Afinal, já provei que não sou chique em dois posts (Uma carona na van da Clarice, e Não-Chiquice). Bem, meu sonho de consumo era uma mala pink da Kipling. Como meu guru falou que eu não posso comprar mala com uma viagem programada e eu SEMPRE tenho uma, a mala ia ficando para depois.
Mas a Kipling leu meus pensamentos. Além de ter a mala da cor que eu queria, lançou agora o modelo e o tamanho certinhos para mim. Passei na porta (tenho um esquema, já falei nisso? – olhar a vitrine da Kipling é parte essencial de uma ida ao shopping). Vi a danadinha lá dentro da loja. Fui embora, com medo do Ricardo Freire.
Guru, não é culpa minha. Ela ficou me chamando. Gritou meu nome. Falou que ia ficar triste, abandonada ali na loja.
Eu tentei argumentar. O Sérgio não gosta de coisa de cor berrante. Ele não vai gostar dessa mala. Nunca vai usar. Mas ela fez tanto escândalo que eu voltei e entrei na loja. Erro gravíssimo. O macaquinho pink ficou rindo pra mim, dizendo que não viveria sem minha companhia.
O fato é que sucumbi. Ela me venceu. Está lá, esperando minhas roupinhas lindas para irmos para NY no sábado.
Mas em uma coisa eu vou obedecer meu guru, como tenho me esforçado para fazer em todas as viagens: levar pouca coisa. Afinal, à exceção de meus remédios, das lentes de contato e dos óculos, tudo mais pode ser comprado lá. É, inclusive a mala poderia ter sido. Mas, aí, eu não teria escrito este post. KKKKK