SEM A GENTE ESPERAR É MELHOR.

Dá para acreditar que 48 horas antes de tirar essa foto no Magic Kingdom eu estava almoçando em minha casa, sem qualquer plano de viajar? No entanto, olha eu ali, abraçada ao Vitinho, que também não tinha ideia de que ia viajar, muito menos comigo. Alice e Amanda também não sabiam, assim como Rogério e Thaís.
Eu tinha acabado de sentar para almoçar, quando o telefone tocou. Clarice falou que já estava tudo combinado com o Sérgio. Naquela noite eu iria para São Paulo, no dia seguinte, vôo diurno para os EUA, passar duas semanas em Orlando.
Sou uma mulher casada, mãe de família, tradutora, com responsabilidades. Como assim, virar a vida de cabeça para baixo e viajar?
Vou revelar um segredo que sempre conheci, mas que veio reforçado através de muito sofrimento no ano de 2004: a vida é repleta de reviravoltas. Podem ser boas ou ruins. Em geral, não conseguimos fugir dar ruins, mas, infelizmente, costumamos voltar as costas às boas reviravoltas.
Como uma viagem totalmente inesperada. Várias pessoas comentaram comigo que não teriam coragem de fazer o que eu fiz, partir sem uma preparação, sem deixar tudo organizado.
A organização não é tão importante assim. Outros organizam por nós. Mas posso afirmar que se eu tivesse recusado a viagem, teria deixado escapar uma das experiências mais gostosas da minha vida.
Precisei trabalhar em Orlando. À noite, quando voltávamos dos parques, Amanda cuidava da Alice enquanto eu pegava o computador e ia trabalhar um pouco. Claro que a produção baixou, mas recuperei ao voltar para casa.
Não sei que consigo expressar o que quero, mas vou tentar deixar mais claro. Precisamos nos agarrar sem medo às boas surpresas que pulam à nossa frente. As surpresas ruins nos agarram, não podemos fugir delas. Mas as boas, nós é que precisamos segurar. Muitas vezes, passamos pela vida deixando escapar boas oportunidades. Eu me esforço ao máximo para não fazer isso.
SURPRESAS QUE SURGIRAM DE REPENTE E FORAM MUITO BEM APROVEITADAS:
Fim de semana em BH, com a família, para assistir um jogo. Nosso time perdeu, mas o fim de semana foi da melhor qualidade!
Vamos fazer uma festa junina? Vamos. Em uma semana, tudo pronto. Diversão a valer.
Reunião de família! Semana Santa. Basta comprar carne de sol, rachar a conta. Não fica caro pra ninguém, e a alegria corre solta.
Sem dinheiro para comprar a primeira árvore de Natal? Improvisa!!!!!! E curte de montão.
Sem combinar, participantes do Ele Vive, nosso conjunto da adolescência, vêm passar o Natal em Brasília. Vamos ensaiar e cantar alguma coisa? Vamos. Nem parecia que 20 anos haviam passado.
Não sabemos voltar a este lugar. No interior da França, uma placa: “Bord du lac”. Vamos almoçar à beira do lago? Vamos. A vida é muito curta para desperdiçarmos os presentes que Deus coloca em nosso caminho. Podemos não saber voltar, mas jamais esqueceremos como foi gostoso nosso almoço…

Fiz apenas uma rápida coletânea de momentos surpresa que Deus colocou em meu caminho. E insisto: jamais deixe de aproveitar essas surpresas! Elas embelezam nossa existência. São presentes de Deus para nós.

DEU BRANCO! SOCORRO!

Primeiro dia do meu desafio e minha mente está em branco. Ou melhor, cheia de sugestões que não levam a nada. Becos sem saída, digamos assim.
Já me passaram pela cabeça vários temas: chuva no telhado, o jogo Guga x Agassi, meu amor por viagens, o dia em que andei de sutiã no parque da cidade, minha mãe internada e eu sem poder visitar, a história de como aprendi a ler, de onde vem minha paixão por escrever, o que gosto de escrever, o processo que acontece da ideia ao texto (o meu, pessoal, não uma aula técnica), a história de amor entre eu e meus cachorrinhos, etc. etc.
São quase três horas da tarde. Pela quantidade de “temas”, fica claro que nenhum deles avançou muito.
Descobri no Twitter esse site para aspirantes a escritores – Writer’s Digest. Muito interessante, com vários cursos que pretendo fazer no ano que vem. Não quero começar agora, porque fiz um curso de um fim de semana no mês passado e ainda estou fazendo as tarefas, ainda tenho muita coisa a aprender lá, me aprofundando na apostila que recebi.
Eu escrevo desde sempre. Na verdade, o jeito que mais me agrada é no papel, com lápis (caneta, não!). Mas transito com facilidade pela internet, digo que sou “cibernética”. Dou sempre um jeito de produzir alguma coisa: diário, blog, coisas que não mostro para ninguém, contos, descrevo sonhos que tive, cartas, e por aí vai. A escrita é tão natural e fácil para mim que acho engraçado quando uma pessoa me diz que tem dificuldade. Sempre digo:
– É só pôr no papel o que está no seu coração.
Bem, meu coração hoje está meio caótico. Não encontra um rumo definido para registrar aqui. Mas não posso começar o desafio com uma derrota. Por isso, deixo registrados aqui os becos sem saída de hoje. Até amanhã eu encontro uma saída e escapo do beco.