UM ANO???

Oi, bloguinho querido! Estava com saudade de você.

Os dias vão passando, cheios de coisas – muitas boas, algumas ruins. A vida vai seguindo e eu vou deixando você para mais tarde, para depois. Hoje, de repente, resolvi te visitar. Foi necessário alterar senha, porque, acredite você ou não, eu tinha esquecido a anterior! E meu último acesso tinha sido no dia 8 de fevereiro do ano passado. Um ano!

Gosto tanto de escrever, me faz tão bem, na verdade, como você bem sabe, eu preciso escrever. Não é só questão de gostar.

Tanta coisa aconteceu nesse ano em que não nos encontramos… Muitas vezes pensei em você. Inúmeras vezes.

O fato mais importante, claro, é que fui promovida. Agora sou avó! Olha aí que lindeza de neta me deram.

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A Dani voltou da Nova Zelândia, outro fato importantíssimo. Chegou em julho. Flá veio nos visitar, voltou para o Canadá, está, hoje, no Nepal e chega no dia 13.3 para mais uma visita.

Em cada acontecimento, esses aí e muitos outros, eu tive vontade de te visitar. Ficou só na vontade. Os dias se sucederam e fui deixando para depois.

Sabe o que é pior, blog? Acontece a mesma coisa com PESSOAS! Gente que eu amo, que quero ver, cuja companhia me alegra, acaba ficando para depois. E, como parece que hoje as horas têm menos minutos, ou os minutos têm menos segundos, os dias passam e simplesmente não nos encontramos.

Triste, né?

Bem, mas acabou de sair daqui de casa a dona Loide. Mamãe a convidou para um café, as duas conversaram e tiveram um tempo gostoso. Eu parei um pouco o trabalho e fui até lá, bater um papinho e comer pão de queijo.

Nem tudo está perdido. Estou aqui hoje, não estou? Nos reencontraremos em breve. Até lá, bloguinho, vai curtindo aí a foto da minha linda neta.

A NUVEM

Exatos cinquenta anos de vida as separam. Descobri isso no ano em que celebramos os 50 anos da mais nova. Fui a Belo Horizonte e lá fiquei sabendo que estavam comemorando os 100 da mais velha! A caçula faz aniversário em maio, a mais velha em agosto.

No ano passado, eu, Sérgio e minha mãe fomos a BH no finalzinho de agosto. Minha prima Rosa Sandra logo contou que o domingo que passaríamos lá seria a celebração do aniversário de Primeira Igreja Presbiteriana, a segunda comunidade de fé mais importante de minha vida. Chegamos a Belo Horizonte no final da tarde e à noite fomos ao culto. Rosa Sandra canta no coral.

Esperávamos o início do culto quando vi Silvane, minha outra prima, entrando na igreja. Que encontro gostoso! Tia Minó estava sentadinha no lugar em que sempre fica. Lá ficavam também tia Augusta e vovó Rosa. Silvane sentou conosco. O programa do culto trazia o nome de todos os pastores que passaram por aquela igreja, e lá estava o do vovô: “Synval Filgueiras de Moraes”. O pastor comentou com a congregação a presença da filha e da neta dele, e eu e mamãe ficamos em pé. Que emoção!

Enquanto o culto corria, eu pensava nas muitas pessoas maravilhosas daquela comunidade que fizeram parte de minha vida, que foram exemplos que me marcaram profundamente. Vários já estão na Casa do Pai, e alguns ainda aqui. Tia Eni, a mãe da Silvane, e seu Cedro e dona Dinorah, os pais dela. Os outros Borja, que sustentaram minha avó Evangelina emocional e financeiramente durante a longa provação da doença do meu avô. Dona Anita e seu Abner que, enquanto tiveram a mente lúcida, jamais se esqueceram da “Claudinha” e me tratavam com um carinho indescritível. Dona Lígia Mafra, a eterna organista. Esmeralda, a nossa “Pelalda”. Taelma, que trabalhava na maravilhosa Livraria Evangélica, responsável em grande parte pelo meu apreço pela boa literatura e pela vontade de ser tradutora. Alice, a “Clorofila”, que sempre sentava ao meu lado na igreja. Major, sempre trabalhando para deixar todos confortáveis e à vontade. Tia Minó e tia Augusta, sempre juntas. Minhas duas avós preciosas. Vovó Evangelina era tão grata à Primeira Igreja que jamais deixou de ser membro de lá. Quando não precisou mais de sua pensão de viúva de pastor, passou a doar para eles, devolvendo um pouco de tudo que fizeram por ela e pelo vovô. Tanta gente boa!

Parecia que as pessoas passavam por mim, como num desfile, e um texto bíblico lindo me veio à mente:

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, … corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus. (Hebreus 12:1, 2)

Que nuvem é essa que Deus colocou ao meu redor! Que privilégio imenso! Bem, talvez seja mais adequado dizer: diante de tal nuvem de testemunhas, que responsabilidade enorme a minha!