Ainda incapacitada de digitar muito, recorro a um post que havia preparado antes. Estou com saudade…
Escrevi no dia 29/10, mas publico hoje:
Coisa boa é salão de beleza! A gente entra cabisbaixa, desarrumada, mal ajambrada, e sai poderosíssima! Não sei se a mudança física é tão grande, mas a emocional é tanta que se manifesta em nossa postura.
Recentemente, conheci um rapaz brasileiro, casado, com uma filha pequena, que morava em Las Vegas. Estava contando nos dedos os dias para voltar ao Brasil. Não gostou do “American way of life”, no que tem meu total apoio. Passamos um dia juntos, ele era guia de turismo e acompanhou nosso grupo até o Grand Canyon. Houve bastante tempo para conversar e um dos motivos que ele apresentou para voltar ao Brasil foi bem interessante:
– Minha esposa não quer ficar aqui de jeito nenhum (e aí apresentou uma série de motivos. Entre eles:) – pensa bem, no Brasil ela entra em um salão, faz mão, pé, depila, pinta e corta o cabelo, sai de lá zerada! E não deixa lá uma fortuna. Aqui, precisa ver a porcaria que fazem nos pés dela. Nem ao menos tiram cutícula. Ela está doida para ir ao salão de verdade.
Rimos muito do cara, mas eu imaginei se estivesse na situação dela. Também ficaria doida para entrar em um salão e sair zerada! Hoje mesmo fiz isso. Que delícia! Não foi só o mão e pé de toda semana, que, para a moça de Las Vegas, já seria um luxo imenso, mas fiz uma porção de coisas: escova de veludo, sobrancelha, etc, etc. Faz um bem pra auto-estima,,, Além de deixar o cabelo bem bonito, pode ter certeza.
Parece até que a gente emagrece um pouco.
Embelezando
RIR, RIR MAIS E RIR DE NOVO.
Please, Bloguinho, não reclame a falta do numerozinho ali no título. Resolvi seguir o conselho da minha médica e pesar só uma vez por semana. Será na quarta-feira. Pesar todo dia estava criando certo stress em minha zen pessoa. E eu evito o máximo de stress que é humanamente possível.
Bem, mas hoje preciso te contar uma coisa muito engraçada, que aconteceu na quarta-feira. Sou monitora no curso de Letras da Universidade Metodista-EaD. A sala de aula é bem ampla. A tela para a transmissão direto de São Paulo fica na altura de minha cabeça, mais ou menos. No canto, a mesa dos monitores, com o computador que usamos para participar do chat durante a aula, enviar as dúvidas dos alunos, enfim, fazer a ponte da turma com os professores em São Paulo. Faltavam cerca de dez minutos para o final da aula. Doida para ir embora, resolvi levar logo a chave do cadeado da sala para a secretaria. A aula estava bem interessante, e os alunos com os olhos pregados na tela. Meu sapato tinha o bico fino e a calça, a boca larga.
Fui passando na frente do pessoal, discreta para não chamar a atenção e… quando vi, estava deitada de barriga no chão. Acho que o bico do sapato prendeu na barra da calça. Pelo menos, é o que eu acho. Não vi nada. Os alunos TODOS me cercavam, senti uma dor imensa nos joelhos e pensei duas coisas. A primeira foi: Ainda bem que não foi a Clarice que levou esse tombo (ela sofre com um problema bem complicado nos joelhos e sente bastante dor). Coisa esquisita para se pensar enquanto está deitada no chão, com alunos à sua volta e a chave da sala agarrada na mão.
Mas meu segundo pensamento é que tem a ver com você, Bloguinho. Foi: Se fosse há seis meses, eu não sei como teria me levantado. Juro! No final do ano passado eu não conseguia me levantar quando sentava no chão. Tinha que ficar agachada, e alguém precisava me puxar. Ah, mas agora, que sucesso. Apoiei a mão dolorida no chão e me levantei sozinha!!!!! Ainda não é a agilidade máxima (na verdade, não sou de natureza ágil), mas eu me senti tão feliz por me levantar sem precisar de um guindaste!
Essa é uma daquelas coisas que gente que sempre foi magra não entende, e quem sempre foi gordo também não entende. Você precisa conhecer os dois lados para se dar conta do que é não poder se levantar sem alguém te puxar.
Enfim, amanhã será minha cirurgia. Provavelmente desaparecerei por alguns dias, não sei prever quantos. Ah, mas a gente volta a se encontrar logo, Bloguinho. Não fique triste com a separação, saiba que eu estou muito feliz.