SOBRINHOS – GUI

 
Meu herói de hoje é o Gui.
Guilherme Ribeiro. Figuraça. Em muitos aspectos, parece com meu filho. Eu e Eliane acabamos nos divertindo com isso.
Gui está na Nova Zelândia. Não sei por que esses meninos precisam crescer e ir para tão longe! Deviam ficar sempre por perto, alegrando a gente.
O menino é inteligente, bonito, forte, engraçado, charmoso, tem quase tudo de bom, mas um defeito grave: é flamenguista! Bem, no dia de hoje, deve estar sofrendo se souber que meu Galo deu de 4×0 no time dele. Bem feito, quem mandou contratarem o Luxemburgo? Resolveram, para mim, dois problemas – meu time ganha e o deles perde.
Pensando bem, isso não tem lá muito a ver com o tema do texto, mas estou tão feliz com a vitória… Acho que o Gui entende.
Esse galã gosta de aprontar. Uma das últimas foi postar no Orkut fotos pelado (de costas, felizmente) na neve da Nova Zelândia. Eu falei para ele que poderia ter passado sem ver isso mas, aqui entre nós, sr. Blog, a bundinha dele é muito lindinha.
Eu fico imaginando o Gui trabalhando em uma lanchonete lá na NZ. Sabe água é óleo, que não misturam? O cara é o maior boyzinho, sempre produzido, cabelinho com gel, roupa transada… Fico aqui tentando fazer uma imagem mental dele com o uniforme da lanchonete, mas não consigo. Só lembro da foto na neve.
Sinto muita saudade do Gui. Pela foto acima, dá para ver como ele é carinhoso. Eu estava parada na calçada, no Universal Studios, em Orlando, quando ele veio e me abraçou:
– Ô minha tiazinha bonitinha!
Bondade dele, claro, mas eu me derreti, e não foi do calor. Não sei quem me fez o favor de tirar a foto, mas fiquei radiante por ter esse momento especial gravado para sempre, não só no coração, mas também no papel e no computador.
Espero que o Gui não seja desses que vai fazer um curso em outro país e não volta mais. Desejo, de todo coração, que ele volte logo, porque está fazendo muita falta em nossa família.

SOBRINHOS – LELECO

 
Esse é o Leleco, no dia do casamento dele! Isso mesmo, casamento! Meu sobrinho levadinho é hoje chefe de família!
E põe levadinho nisso. Esse gatão tocava o terror quando era um gatinho.
Com toda certeza, foi o menino mais levado que conheci. Levado e amoroso. Junto com as bagunças, ele sempre tinha um jeito carinhoso comigo e com as priminhas.
A diferença de idade entre Léo e Flávia e Daniela, 10 meses (elas mais velhas), me impediu de pegá-lo no colo, de brincar com ele, como fiz com todos os outros sobrinhos.
Ah, mas ele foi meu primeiro afilhado! E, por isso, tem um lugar bem especial no meu coração.
Sendo tão “comportado”, Léo sofreu vários acidentes, sendo dois bem graves. Um foi uma queimadura horrível nas pernas, e em outra ocasião, quebrou os dois braços.
Na época da fratura nos braços, estávamos planejando uma viagem para os Estados Unidos, e Léo resolveu aprender inglês. Tinha apenas 12 anos, mas encontrou um curso perto da casa dele, e começou a estudar.
Precisou de cirurgia em um dos braços, e ficou internado, mas levou o material do curso para não perder o ritmo. Uma tarde, fiquei com ele para a mãe ir em casa um pouco. Passamos a tarde estudando. Ela chegou de volta, conversei um pouquinho e saí. Depois, ela me contou que o coitadinho estava doido para fazer xixi, mas não teve coragem de me pedir ajuda. E não conseguia sozinho, com os dois braços engessados.
Dias depois, jogava ping-pong, usando os gessos como raquete. E, durante a viagem, ele se responsabilizava por fazer todos os pedidos dos pais e dos irmãos na hora das refeições. E fazia tudo direitinho!
Assim sempre foi o Leleco. Alegre, cheio de vida, animado, disposto. Hoje a gente ri quando lembra das maluquices que ele fazia. Enilda e César fizeram excelente trabalho ao aparar as arestas no temperamento do filho.
Leleco, mais um sobrinho que enche o coração da tia de orgulho!!!!!! E não apenas por ser um gatão, mas por se mostrar, cada dia mais, um homem amadurecido.