QUEM DIRIA!!!!!!!!!

Alice chegou hoje. Veio sozinha! Tia Cláudia com a incumbência de buscar no aeroporto. Era surpresa para Fefê. Todo mundo sabia, menos a pequenininha. O voo da Alice estava marcado para chegar 14:15.
Muito adulta, já que meu marido não está aqui, aluguei um carro!!! Quem diria! O preço do táxi ida e volta dá a diária do carro. Então, lá fui eu. Logo cedo, peguei meu GPS do celular, coloquei o nome do hotel e o aeroporto. Me ofereceu duas rotas. Muito entendida, escolhi a que passa por Ponta Negra.
Saí do hotel com o Marcos por volta de 1 da tarde, escondidos, para Fefê não desconfiar da surpresa. Mas surpresa tive eu. O trânsito que pegamos foi super tranquilo. Não precisei do GPS por dois motivos: o primeiro é que sabia o caminho (KKK), mas tinha olhado por insegurança – afinal, o Sérgio sempre está por perto para dirigir para mim, eu nunca tenho que tomar essas decisões. O segundo é que a cidade é muito bem sinalizada. Um ou dois buracos apenas pelo caminho, bem melhor do que Brasília nesta época do ano. Asfalto bom, ruas e avenidas largas, sinais luminosos funcionando direitinho, faixas pintadinhas de novo nas pistas. As placas são bem grandes, em locais de destaque, várias antes dos lugares em que temos que entrar.
Palmas para a administração da cidade! Palmas para tia Cláudia, que só errou a entrada do estacionamento do aeroporto porque, afinal, ninguém é perfeito.
Alice chegou como sempre é: animada, cheia de histórias e casos. Uma mulher no avião brigou com ela, disse que estava fazendo bagunça. Essa mulher que me aguarde, a fúria de tia Cláudia é insaciável.
Ao chegarmos no hotel, que, aliás, é muito bom, viemos direto ao quarto para ela trocar a roupa. Depois, para o restaurante, onde todos nos esperavam. A Fefê viu a Alice de longe e gritou:
– A Alice!!!!!!! A Alice está aqui! Que surpresa agradável!
Tudo muito agradável. Ainda bem que meu carro é muito melhor do que o que eu aluguei, mas ele quebrou um galhão. Ainda bem que podemos aproveitar esta cidade gostosa, mas ainda bem que minha casinha está me esperando em Brasília. Muito agradável!!!!
E parabéns para mim, que tive coragem de dirigir numa cidade desconhecida, sem outro adulto do meu lado! Acho que estou virando gente grande. Se quiser, pode se arriscar em Natal, não tive o mínimo problema.

NATAL

Praia é tudo de bom. Na verdade, não sou afeiçoada à areia e ao mar salgado, mas sou apaixonada ao máximo grau pelo ambiente de verão, a descontração, por ficar sentada de frente para o mar, ouvindo e contemplando as ondas.
Eu e Sérgio viemos a Natal em 2003 e só voltamos em janeiro do ano passado. Ficamos impressionados com o desenvolvimento da cidade! Cresceu muito neste tempo, a atividade turística se profissionalizou muito.
Uma das coisas que mais me chamaram a atenção no ano passado, e que já se manifestou agora, é a atenção das pessoas que nos atendem. Funcionários dos hotéis, motoristas de táxi, segurança do shopping, atendentes nas lojas. Todos os contatos que tivemos com essas pessoas, no ano passado e nesses dois dias, têm sido muito agradáveis.
Os motoristas de táxi são um caso à parte. Conversam o tempo todo com o papai, que sempre vai no banco da frente, porque entrar atrás é mais difícil para ele. Dão a maior atenção, contam histórias, demonstram interesse em nós. Além disso, sabem dar informações sobre a cidade, a gente vê que são pessoas preparadas.
Isso é tão bom! Eu sonho tanto com um país em que todos sabem conversar, sabem opinar sobre os mais diferentes temas, têm, enfim, educação no sentido mais amplo! E gosto de ver que isso tem acontecido aqui em Natal.
Outra coisa deliciosa aqui é o clima. Na beira da praia, claro! Há sempre o vento vindo do mar, de modo que a gente não sente calor. Marcos está mais vermelho que sinal de trânsito, porque brinca o dia inteiro, sem sentir o sol fritando a pele “super morena” dele.
Ontem, primeiro dia, queríamos ir ao mercado. Natal tem um shopping excelente, o Midway, que tem um mercado Extra. Já conhecia um fast-food que serve camarão, então fui direto nele. Mas escolhi mal: camarão com um molho delicioso, tomate fresco e… bacon! Eu simplesmente não posso comer fritura! Resultado: dia de recolhimento. Não faz mal. Amanhã o sol me espera. Com a promessa da visita de Alceu e Piquitina, nossos amigos que estão aqui.
Este ano, Sérgio, em seu primeiro emprego, não pôde vir (buááá). Rodrigo, Clarice e Alice acabaram de informar que não virão (buáááá´). Mas a Flávia, que não vinha à praia conosco há muito tempo, está aqui (oba!!!!!!). Creio que vamos nos divertir bastante.
Com bacon e tudo mais.