TAREFA DIFÍCIL!

Se fosse fácil não se chamaria desafio, concorda?

No post “Blog – Por quê?”, contei como dei início à minha carreira de blogueira. Não entrei, contudo, em detalhes mais, digamos assim, técnicos.

Vou contar. Depois que decidi que ia escrever sobre a viagem a Israel, fui ao portal do UOL e, como meu e-mail na época era de lá, escolhi um tema, coloquei minha foto e comecei a escrever. Sem qualquer orientação, sem nenhuma ajuda. Percebi logo que não havia muitas ferramentas à minha disposição, e migrei para o Blogspot. Continuava escrevendo como se a tela fosse um caderno, não usava nenhuma opção mais elaborada por puro e completo desconhecimento.

Meu filho me recomendou passar para o WordPress. Relutei, porque já tinha um certo público no Blogspot, mas acabei fazendo o que ele falou. E a mudança foi excelente. Penso que seja pessoal essa preferência. Cada um se adapta melhor em um lugar. E eu gostei daqui. Fiquei radiante por ter meu endereço http://www.claudiazillerfaria.com! Ainda assim, não sabia usar praticamente nada do que o WordPress oferece. E ainda não sei. Por exemplo, nem imaginava o que seria uma “página”. A tal da “About Page”.

Há alguns dias, vi um desafio: Zero to Hero. A proposta é em alguns dias o blogueiro aprender as ferramentas básicas mais importantes que o WordPress oferece. Aceitei o desafio e venho aprimorando meu blog. Já até descobri o que é a About Page e convido você a clicar no link e conhecer a minha.

A tarefa de hoje é ingrata, por isso comecei dizendo que se fosse fácil não seria desafio. Tenho que expandir o que escrevi na página. No post que citei acima já comentei sobre o assunto, todavia tenho que cumprir a tarefa de hoje, então vamos lá. Eu preciso escrever. Não é que eu goste, ou pense que os outros vão gostar das minhas ideias. Eu PRECISO de um canal para esvaziar minha mente um pouco. Talvez por isso tenha começado o blog assim na louca, sem pesquisar, sem estudar como deveria fazer. Era uma necessidade pessoal de me derramar em palavras.

Explico melhor contando o que acontece. Além de ser introvertida, sou obsessiva. Essa segunda característica me leva a pensar no mesmo assunto repetidamente. Se for um problema, ele rola no meu tumultuado cérebro sem me dar descanso durante dias, semanas e até meses. O melhor jeito de aliviar a pressão é esquematizar o pensamento, formando sentenças, períodos e parágrafos devidamente expostos no papel ou, no caso, na tela do computador.

Durante o ano passado, o mais difícil da minha vida por vários motivos diferentes, publiquei apenas sete posts. Escrevi muito pouco nos muitos diários e cadernos de anotações que tenho espalhados em vários lugares. Consequentemente, transformei-me em uma panela de pressão bem perto do ponto de saturação máxima. Até que, no início do mês passado, resolvi que ia enfiar o blog no meio dos estudos de qualquer jeito. Ia fabricar tempo para ele, caso fosse necessário. Só outros introvertidos obsessivos podem entender o bem que isso me fez. O Zero to Hero, então, veio na hora exata para me ajudar a aprimorar a experiência.

Não é fácil obedecer algumas instruções, preciso me esforçar. Mas é muito gostoso. E a panela de pressão não está mais prestes a explodir. Agradeço muito, bloguinho querido! Você nunca me deixa na mão.

BLOG – POR QUÊ?

Hesitei muito antes de criar meu primeiro blog. O que teria eu a dizer que já não tivesse sido falado, com mais propriedade e talento? Mas era inevitável. Amo escrever, mesmo quando não deixo ninguém ler a obra-prima.

Uma das barreiras que precisei superar foi descobrir o tema que abordaria. Iria inventar histórias? Ou falar sobre coisas espirituais, tão importantes para mim? Quem sabe contaria piadas, já que sou fã de carteirinha de uma boa gargalhada? Essas perguntas e muitas outras cruzavam minha mente, além da principal: uma sensação de que meus pensamentos não eram importantes e inéditos o suficiente para captar leitores.

Descobri, por fim, que os blogs são muito informais, há espaço para todos. Faltava apenas um empurrãozinho para surgir a coragem de blogar.

E aconteceu. Ao decidir ir a Israel, em 2008, resolvi colocar na rede toda a saga: desde os primeiros preparativos até a experiência em si e os efeitos dela em mim na volta. Comecei sem grandes pretensões. Minha família lia, alguns amigos comentavam que tinham visto, e eu fui me animando. O público era muito tendencioso, já que formado por pessoas que me conheciam e me amavam e não iam destruir minha autoestima.

Talvez o blog tivesse acabado com o final da viagem, se não fosse por uma amiga, a Lúcia Reis. Hoje ela é minha amiga, mas, na época, eu não a conhecia. Ela foi a Israel no mesmo grupo que eu. Não me lembro quem contou a ela sobre meu blog, mas ela começou a acompanhar. Um dia, era aniversário de minha sobrinha e a linda filha da Lúcia, que é amiga da minha sobrinha, se aproximou de mim e falou:

– Minha mãe pediu para eu te dizer que ela lê seu blog todos os dias e que gosta demais.

Fiquei atônita! Alguém me lia! Uma pessoa desconhecida. Até hoje digo à Lúcia que ela foi minha primeira leitora. Foi mesmo, porque os outros eram parentes e amigos que liam o que a parente e amiga estava escrevendo. Mas ela, não. Poderia ter lido o primeiro post e abandonado o blog, ou continuar lendo, sem nunca falar nada. O recado dela é o motivo de eu estar aqui, hoje, escrevendo tudo isso. Se você não gostar do meu blog, vai ter que parar de ler ou brigar com ela. Não deixe de ler, por favor, a Lúcia é forte. Brigue com ela. Preciso de leitores.

Quando o blog sobre Israel se transformou em livro (Pé na Estrada: Israel – se quiser comprar é só clicar no link), Lúcia foi ao lançamento. É, o primeiro blog virou livro. E eu continuo blogando, sem ligar muito para os caminhos que os posts tomam. A motivação maior é a alegria de escrever.

Ah, e não sei se os profissionais do assunto consideram bom ou ruim, mas aqui tem de tudo: riso, lágrimas, viagens, experiências diárias, reflexões sobre a vida. Enfim, uma pitada de Cláudia.