PENSA NUMA PESSOA LERDA (2)

Ontem, ao registrar meu pequeno engano em relação ao shopping, escrevi que meu passado me condena. Pois bem, então vou iniciar uma pequena série de relatos que confirmarão minha afirmativa. É necessário dizer que minha auto-estima não sofre qualquer abalo devido a esses mínimos, digamos assim, lapsos. Rio deles até chorar.
Acho que o mais estupendo aconteceu em uma manhã ensolarada, há vários anos.
Eu e minha prima Zenaide caminhávamos todas as manhãs no Parque da Cidade. Deixava as crianças na escola e me encontrava com ela. Tínhamos combinado que não havia necessidade de ligar para dizer se íamos. Quem chegava primeiro esperava. Se, até determinado horário, a outra não tivesse chegado, ia sozinha mesmo.
A gente quase não faltava, mas de vez em quando acontecia.
Certa manhã, acordei, vesti um top, uma bermuda e já ia saindo quando olhei pela janela e achei que estava meio nublado. Resolvi vestir uma camiseta. Assim fiz, e lá fui eu, toda me achando.
Justo naquela manhã, Zenaide não foi. Sem problema. Esperei até a hora combinada e fui sozinha.
Mas eu tinha me enganado quanto à temperatura e, de repente, comecei a sentir calor. Sem qualquer hesitação, arranquei a camiseta e continuei caminhando. Nariz empinado. Cabeça para cima, glúteos contraídos, peito para a frente. Tudo nos conformes.
Depois de andar um pouquinho, resolvi dar aquela checada básica no top, para ver se não tinha nada sobrando pelos lados.
SURPRESA!!!!!! Em vez de me deparar com um top, encontrei um lindo sutiã amarelo clarinho, todo de rendinha. Eu tinha tirado o top e colocado o sutiã!!!!!!!!
Sim, fui eu a mulher doida que caminhou de sutiã no parque. Se você já ouviu falar dela, saiba que sou euzinha mesmo.
Só mais um comentário:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

PENSA NUMA PESSOA LERDA (1)

Sou eu. O passado me condena. Nos próximos dias, contarei determinadas aventuras que confirmarão meu título. Não me sinto diminuída por ele. Como disse hoje para minha colega de lerdeza, minha prima *** (ela vetou a publicação do nome), nós temos que ocupar nossa mente brilhante em coisas mais elevadas.
Bem, a lerdeza mais recente foi o seguinte:
Meu computador estragou. (Estou em um novinho em folha que meu maridinho me deu) Numa animação devidamente apreciada apenas por uma pessoa que passou anos em depressão e que agora consegue se mover na hora necessária, sem maiores hesitações, encontrei uma assistência técnica, me arrumei e fui levar o dito para o conserto. Endereço: Liberty Mall, Torre B, Sala 727.
Ao chegar, logo vi um manobrista. Sofro de uma atração irresistível por manobristas. Achei caro, mas entreguei o carro para ele assim mesmo. Entrei no shopping, olhei as vitrines das sapatarias, parei na farmácia e fui para uma das torres. Torre Sul. “Que cara esquisito. Se as torres são sul e norte, por que ele foi falar Torre B?”.  Bem, no placar não havia a sala 727. Fui para a Torre Norte, raciocinando que ele chamava a Sul de A e a Norte de B. Mas, na sala 727 funcionava outra coisa. Havia uma fila no balcão de informações. Entrei na fila, ainda resmungando contra o cara que não tinha dado a informação correta. Quando faltavam umas duas pessoas para eu ser atendida, a ficha caiu:
– DROGA, ESTOU NO BRASÍLIA SHOPPING, E NÃO NO LIBERTY MALL!
Paguei a grana do manobrista, fui para o outro shopping e… perdi a manhã para fazer uma coisa que poderia ter feito em pouco mais de meia hora.
É pouco ou quer mais? Tem muito mais. Aguarde-me, que amanhã eu conto.