THE SOUND OF MUSIC

Não é segredo, nem surpresa: meu filme predileto é A Noviça Rebelde. Logo que começa, já vem a música maravilhosa: “The hills are alive with the sound of music”. Para mim, tudo se enche de vida com a música. Através dela, expresso meus sentimentos, tanto os alegres quanto os tristes.

No post Fragoso Alcantil, falei sobre uma de minhas músicas prediletas. Um hino, que aprendi ainda criança. A letra canta as maravilhas da natureza, que apontam para a maravilha de Deus. Sempre cantei esse hino de todo coração, em todos os lugares. Aliás, estou, em geral, cantando – aprendi com meu pai, que estava sempre cantando ou assobiando. Mesmo hoje, bem debilitado, basta tocar uma das músicas de que mais gosta que ele canta.

Outra de minhas músicas prediletas é Bridge Over Troubled Water. Como é lindo uma pessoa dizer a outra que pretende se colocar, para ela, como uma ponte que a faz passar em segurança sobre águas turbulentas! Posição bem difícil, compromisso duro que poucos conseguem observar, mesmo que tenham toda intenção de fazê-lo. A ponte precisa ser muito firme no fundo do rio, ou do mar, para não se abalar com a água agitada. Na linda viagem entre Miami e Key West, uma das imagens que mais me impressiona é a força com que o mar atinge as colunas das pontes. Como elas resistem?

Além de suportar a força da água, a ponte aguenta o peso sobre ela! Então, a posição da ponte não é nada confortável. Ainda assim, eu gostaria, muito, de ser ponte sobre as águas turbulentas que atingem as pessoas que amo. Ah, se eu pudesse evitar que meus amados sofressem! Seria tão bom!

Gosto muito, também, de uma música que pouca gente conhece: Promise. Ela é tocada durante o Iluminations, o show de fogos do Epcot Center. Na verdade, a letra que me agrada não é a cantada na hora do show. Está no CD com as músicas do Iluminations, mas eles alteraram um pouco a letra. É uma mulher, pedindo a outra pessoa, que prometa estar ao lado dela até o final da vida. Ela diz que cada noite, apesar de ser o fim, se torna um legado para o futuro e implica em novo começo, pois outro dia vai raiar. E pede que o companheiro segure sua mão para continuarem juntos pela vida, cada vez mais unidos em vez de se distanciarem com as lutas.

Mas preciso incluir nessa lista a música acima de todas: Agnus Dei, de Michael W. Smith. Simplesmente adoração. Simplesmente chegar diante de Deus e meditar em como ele é maravilhoso. E cantar isso.

Música é uma de minhas maiores paixões. Canto e canto, e gostaria de saber dançar. Creio que, quando estiver com Deus, ele vai me dar uma voz bem linda e vai me ensinar a dançar para ele. Ah, the sound of music…

BLANK

Aparece quando a gente entra em uma página da internet que não tem nada: blank. De vez em quando minha cabeça fica exatamente assim diante da tela do computador: blank! Vida de blogueira não é moleza. Há dias em que tudo flui que é uma beleza. Em outros, parece não haver nada a escrever. Muitas vezes, esse blank dura dias, ou semanas.

Acontece que uma pessoa que precisa escrever PRECISA ESCREVER! Se não coloco em palavras estruturadas, em papel ou aqui no blog, um pouco do que borbulha dentro de mim, fico igual a uma panela de pressão a ponto de explodir. E a minha explosão está mais para implosão. Mergulho em uma rotina de retroalimentar os pensamentos, em especial os negativos, que me deixa fraca.

E penso: serei eu uma escritora? Demorei anos para conseguir me pensar como tradutora. Ainda o sou, mas não venho exercendo a profissão. Estou mais para escritora, hoje. Será que livros publicados por mim mesma, no Kindle, me qualificam para o título que me parece inatingível? Stephen King escreveu um livro para escritores – On Writing – onde afirma que, se você escreve, você é escritor. Mas, para mim, é bem difícil me classificar assim.

Por enquanto, sou, no máximo, blogueira, com um livro publicado por mim mesma no Kindle, e outro prestes a seguir o mesmo caminho.

Será que o fato de ter bloqueio em temas para o blog me qualifica como pessoa que tem bloqueio de escritor? Lanço a pergunta ao espaço sideral.