82 ANOS!!!!!!

Christopher Plummer, aquele capitão lindo da Noviça Rebelde, acabou de ganhar seu primeiro Oscar, aos 82 anos de idade!!!!!!! Há esperança para mim, então! Ainda tenho 28 anos para investir na carreira.

Estou brincando. Não tenho a menor tendência para as artes performáticas. Mas tenho muito planos para minha vida. Para começo de conversa, resolvi mudar meu blog do Blogger para o Word Press. Parece pouco, mas venho pensando nisso há muito tempo. Há ferramentas aqui no WP que me interessam, mais do que no Blogger. E o Serginho, criando um site, me aconselhou a experimentar. E segui o conselho do meu filho.

Coisa que gosto de fazer: experimentar, mudar.

Já fiz mudanças muito radicais na minha vida. Algumas escolhi, outras, aconteceram pela soberania de Deus. Mas, sempre, procuro o que há de bom na mudança, no novo.

Com pouco mais de 40 anos eu resolvi investir num sonho antigo: a tradução. Precisava do curso superior, que só existe, em Brasília, na UnB. Concorrência acirradíssima, todos os recém-formados nos melhores colégios da cidade querem uma vaga na UnB. Rodrigo me emprestou umas apostilas antigas, que tinham sido da irmã dele. Estudei pra caramba, inclusive nas férias, Sérgio ficava irritado e… não passei. Desistir? Jamais! 

Matriculada no cursinho no Colégio Objetivo, tinha aula à tarde e estudava em casa à noite. Foram quatro meses de dedicação praticamente exclusiva. Minhas irmãs implicavam, dizendo que eu estava virando intelectual, que ia para o barzinho dos intelectuais ficar com papos “cabeça”. Mas eu não desisto dos meus sonhos. Tinha aula sexta-feira à noite, sábado à tarde. Mas, quando vi meu nome na lista dos aprovados na UnB, valeu tudo à pena. Sozinha, dentro do meu carro, olhava para a lista dos aprovados e chorava de alegria.

Já se foram quase 15 anos!!!!!  Demorei para me formar, mas concluí o curso com louvor. Melhores notas do que as minhas, praticamente impossível. Traduzi e traduzo livros maravilhosos. Mas… quero outras coisas. Quero escrever o MEU livro. Aliás, OS MEUS. Mais de um. Há muitas histórias, muitos textos, fervendo dentro da minha cabeça. O blog já não me contém mais.

Há cerca de 20 anos, se eu tivesse 54, seria uma senhora de cabeça branca (hoje não ficamos mais de cabeça branca, ficamos louras, o que aconteceu comigo, claro), tricotando para os netos. Gosto de tricotar, mas não tenho netos. Meus filhos ainda não sentiram que chegou a hora de se casarem. Não há problema, tricoto para os netos alheios, com muita alegria, mas só nos momentos de folga, à noite, depois de trabalhar bastante.

Estou preparando o caminho para mais uma mudança. Em breve, terão notícias minhas. Quem sabe, quando eu tiver 82 anos, talvez receba um Oscar por um roteiro. Aprendi, em meu curso na UnB, a escrever roteiros.

Em Brasília, acostumei a ver o horizonte muito longe, e, por isso, não vejo limitações para meus horizontes pessoais. 

Me aguardem… Vou fazer companhia ao Christopher Plummer!!!!!!

Bem, vamos ver se gosto mais do Word Press do que do Blogger. Tem, pelo menos uma vantagem: vou vendo, aqui embaixo da tela, na hora, como vai ficar o post. Com foto e tudo. Mudanças sempre têm coisas boas, mesmo que, depois, a gente conclua que não valeu a pena. Se for o caso, volto ao Blogger. 

Agora, como será que compartilho isso no Facebook? Já vou descobrir.

ISSO ME LEMBRA ALGUÉM…

Fala sério, eu fico de cara com a reação de muitos “cristãos” diante da morte de pessoas como Whitney Houston. E, antes de prosseguir, preciso deixar muito claro que sou cristã de carteirinha. Não evangélica, das igrejas da moda (não estou depreciando), mas protestante de denominação histórica, daquele tipo que é considerada retrógrada e de mente fechada (discordo com veemência disso e penso o mesmo dos que pensam isso de nós – eles não nos conhecem nem querem conhecer).
Numa pseudo-tentativa de mostrar aos outros os perigos de drogas, bebida e vida desregrada, esses “cristãos” a que me refiro deixam por completo de lado a segunda principal ordem que Jesus deu a quem quisesse segui-lo: amar os outros como a nós mesmos. Duvido que uma dessas pessoas que expõe fotos da cantora horrorosa, desarrumada e descabelada gostaria que alguém fizesse o mesmo com elas.
Todos erramos. Todos temos vícios e desvios de comportamento. Alguns ficam visíveis, outros permanecem escondidos. E nós, que conseguimos manter nossos pecados debaixo do pano, apontamos o dedo para quem os revela publicamente. Isso me lembra alguém… quem será?
Whitney Houston era linda. Voz maravilhosa, fala suave. Conhecia a Jesus, fato que ela mesma declarou em muitas ocasiões. Mas não conseguia vencer o vício. Com certeza, lutou e sofreu muito por causa disso. E as pessoas usam a morte dela para tripudiar, tendo, como motivação mais íntima, em minha opinião, a vontade de exaltar sua própria retidão. Isso me lembra alguém… quem será?
Vejo, no meio dos que se declaram religiosos, ou “crentes”, uma certa celebração da morte de uma pessoa que eles consideram pecadora, indigna de fazer parte do seleto grupo de “servos de Deus”.  Isso me lembra alguém… quem será?
Ah, lembrei! Aliás, Jesus pegou pesado com essa gente. Chamou de túmulos enfeitados, de fingidos, de cobras, falou que eles não entendiam absolutamente nada do que significa seguir um Deus de amor. Não estou falando dos viciados do tempo de Jesus. A esses ele estendeu a mão, foi visitar, curou, demonstrou amor. Os que ele confrontou foram os religiosos, os que se achavam certinhos e apontavam o dedo acusador para os pecadores. Aliás, pegou tão duro com esse pessoal que acabou pregado na cruz.
A morte da cantora apenas me faz pensar nisso mais uma vez. Contudo, esse tema é recorrente em minhas reflexões, em especial depois do crescimento do Facebook, onde leio cada coisa escrita por “religiosos” que me deixa de queixo caído.
Clarice e Rodrigo estiveram em um show de Whitney Houston, onde ela falou abertamente de suas lutas, e de como Jesus a pegou no colo no momento em que estava afundada na lama. Ela morreu, provavelmente, por overdose. No entanto, o amor de Jesus estava com ela, com certeza. Os mesmos que repetem que NADA nos separa do amor de Cristo comentam o fato tão triste como se o texto não se aplicasse a ela. Ninguém sabe qual era o relacionamento dela com Jesus. Ninguém pode dizer o que aconteceu depois que ela deixou este mundo. Ninguém é capaz de avaliar as lutas e dores que ela enfrentou durante sua vida, nem as pessoas mais chegadas, quanto mais nós, que recebemos notícias apenas através da imprensa, que distorce e inventa fatos. Talvez, a morte dela, tenha sido a forma que Jesus encontrou para dar fim a uma luta em que ela não conseguia vitória: “Chega de sofrer, Whitney! Vem agora cantar aqui comigo!”.
Com toda certeza, havia pessoas com a vida destruída como a da cantora no tempo de Jesus. Mas ele não as usou como exemplo para tentar convencer outros com os mesmos problemas a chegarem perto dele. O que ele fez foi amar quem estava no meio da luta. E, infelizmente, isso me lembra muito pouca gente…