MAIS MALA

Sou expert em arrumar mala. Pronto, falei. Sem falsa humildade. Quando quero, levo MUIIIITA coisa, mas, quando não quero, sei levar o necessário, sempre com alguma sobrinha para não passar aperto.
Penso que TODA mala tem que conter determinados ítens, não importa o lugar para onde se vá.
Logo de início, se vou a um casamento, ou a qualquer outro tipo de evento que exija um traje mais elegante, eu levo dois. Isso mesmo, dois vestidos de festa. Já costumava fazer isso, mas a coitada da Cristina me fez reforçar essa decisão. Fomos às bodas de ouro de nosso tios, em Belo Horizonte. Ela levou um vestido lindo, que tinha sido lavado na lavanderia e ela não tinha voltado a usar. Quando foi se vestir, o danado tinha encolhido!!!!!!! Ela foi para a festa de blusa. Joel passou o tempo todo escondendo as lindas pernas da esposa. KKK
Toda mala precisa ter uma roupa fina. Toda mesmo. Na maioria das minhas viagens ela volta sem usar, já que gosto mais de programas informais, mas, caso eu precise, ela está a postos. Uma boa calça preta, uma blusa bem chique, sapato de saltão. Essa eu aprendi com uma pessoa cujo nome só revelo se ela deixar. Fomos para Orlando. Disney = short, jeans, camiseta e tênis, certo? Errado. Fomos convidados para uma festa na casa de um conhecido que morava lá. A pessoa em questão não tinha levado nada adequado para vestir, e a única opção foi ir a um K-Mart que ficava perto do hotel para ver se encontrava alguma coisa mais arrumada para vestir. Achou uma calça que daria, uma blusa mais ou menos e voltou para o hotel. Sem ser tênis, tinha levado apenas uma botinha esportiva. Que não faria má figura aparecendo por baixo da calça. Só que… quando ela vestiu é que descobriu que a calça era PESCADOR!!!! A botinha aparecia inteira!!!!!! Eu não esqueço da coitada andando desanimada pelo corredor do hotel – não tinha solução! E a turma maRvada morrendo de rir. Bem, ela também riu. Aposto que, hoje, ela não faz mais isso.
Os cremes. Todos. A não ser quando viajo para os EUA, porque levo só um pequenininho pra uma emergência. Compro tudo lá. No primeiro dia, vou a um Wal-Mart ou semelhante e, como dizia minha vovó, faço um bom suprimento. Os do rosto, do cabelo, do corpo, das mãos, dos pés, os relaxantes para o banho da noite, etc, etc.
Um ítem importantíssimo: biquini. Qualquer que seja o destino. Se não tivesse levado meu biquini para a neve, não teria vivido uma experiência inesquecível, que contei em O Homem Fumaça.
Casaco. Passei umas férias em Ilhéus. Férias frustradas. Choveu o tempo todo. Senti TANTO frio!!!!!! Nunca tinha pensado em levar casaco para Ilhéus no verão. Mas, agora, onde vou, lá vai o casaco. E, ainda assim, nunca passei tanto frio quanto no verão de 2010 na Califórnia. É, acontece.
Touca de banho. Na hora em que a gente precisa de uma, nada substitui. Triste ir tomar banho com o cabelo todo bonitinho antes de sair para o teatro e acabar com o danadinho todo mal-ajambrado pela falta de uma touca de banho e seu companheiro inseparável, o secador.
Adaptador de tomada. Depois que inventaram essa tomada doida aqui no Brasil, então, nossos aparelhos não combinam com a tomada de lugar nenhum que eu conheça. Existem uns adaptadores universais que são o máximo. Servem para todo tipo de tomada. Pena que emprestei o meu para o Serginho e… ele não devolveu, claro! Mas tenho outros.
Roupa de baixo suficiente para não ter que lavar. Duas para cada dia. Essencial!
Uma mala, ou bolsa vazia, para encher com as besteiras que vamos comprar. Se não fizesse isso, eu teria sido obrigada a comprar mala até em João Pessoa. Voltei com milhões de redes, colchas e toalhas de mesa. IUHUUU
Meu computador. Não gosto de viajar sem ele. E ele não incomoda nada. Se eu não quiser usar, fica quietinho no canto do quarto. E se eu quiser, ele está pronto para mim!
Remédio para dor. A gente nunca sabe quando vai ter alguma dor chata incomodando. Felizmente, o meu costuma voltar com o mesmo número de comprimidos que foi, mas é melhor pecar pelo excesso, nesse caso.
Tênis. Sem comentários.
Livros, livros e livros. Bem, comprei um Kindle, e, agora, vão todos os livros na minha bolsa, sem pesar nada. Viva!!!!!!!!
Acho que são esses meus segredinhos (ou meu esquema) para arrumar minha mala.
Na minha viagem que começa amanhã, falta meu item essencial: o marido. Vou sentir uma falta DANADA dele. Afinal, quem vai carregar a mala com tudo isso que eu vou colocar dentro dela?
(Brincadeirinha – ele é, de verdade, meu melhor companheiro de viagem.)

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