Bem, há mais uma aventura especial a contar. Não é a última, tenho muitas outras, mas, das que selecionei para figurarem neste glorioso blog, é a derradeira (a não ser que me lembre de alguma outra e resolva contar).
Fomos a Londrina (Biba, Clarice e Toninho, podem parar de rir). Era casamento do Rafael e da Sabrina. Chegamos na sexta-feira à tarde e a cerimônia seria no sábado, às 11:00 da manhã. Precisávamos de um salão. Na recepção do hotel nos informaram que havia um salão ao lado, era só dobrar a esquina. Cristina e Mamãe foram lá marcar. Voltaram e informaram:
– Seu horário é às 9:30. Escova e mão.
Na manhã seguinte, tomei café e fui. Elas tinham ido antes. Sérgio sabe que sou “um pouco” espacialmente desorientada e foi comigo até a entrada do hotel, me mostrou a esquina e falou que era logo ali. Assim que virei a esquina, vi mamãe e Cristina dentro do salão, já fazendo a escova. Entrei e disse:
– Oi. Sou a Cláudia. Elas marcaram para mim ontem.
As mulheres olharam com cara meio estranha, e falaram que não tinha meu nome na agenda.
– Mas elas marcaram. Até já chegaram, estão fazendo a escova lá na outra sala.
Continuaram a me olhar de jeito estranho e uma falou para a outra:
– Acho que dá para encaixar aqui.
Não entendi nada, mas elas me levaram para o lavatório e começaram a trabalhar no meu cabelo e na minha mão.
O tempo todo eu comentava sobre “elas”, na outra sala, e ninguém participava da conversa. Achei melhor deixar pra lá. Talvez não gostassem muito de papo.
A sala onde eu estava era comprida, tinha uma entradinha para a esquerda, no fundo, onde deveria se comunicar com a parte do salão onde estavam “elas”.
Eu não tinha levado dinheiro, pretendia pagar com cartão. As funcionárias do salão me disseram que não aceitavam cartão, mas eu falei que pegaria dinheiro com “elas” na outra sala. Perguntei se o único jeito de sair do salão era pela porta por onde eu tinha entrado. Depois de certa hesitação estranha, responderam que era.
Tudo pronto, levantei da cadeira e falei:
– Vou lá pegar o dinheiro com elas.
Decidida, fui para o fundo do salão, para a entradinha. SURPRESA! Era uma cozinha. Não tinha passagem nenhuma. Eu estava em outro salão! Por isso ninguém sabia quem eram “elas”.
Precisei de todo o autocontrole do mundo para não explodir na gargalhada ali mesmo. Paguei com cheque e saí correndo. Já comecei a rir na porta do salão. Quando cheguei de volta ao hotel, havia uns mil Zilleres e mais um Faria à minha espera:
– Onde você foi?
– Como conseguiu se perder?
– A gente ia chamar a polícia.
– Eu ia sair para te procurar.
– A gente vai se atrasar!!!!!!
– Você é MUITO lerda!
Até hoje eu imagino o que aquelas funcionárias devem ter pensado quando eu falava sobre “outra sala, outra saída, elas, etc.”.
Um último comentário:
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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Mês: fevereiro 2011
PENSA NUMA PESSOA LERDA (3)
Ninguém pense que eu estou caduca. A lerdeza é antiga. E, para provar isso, vou contar uma aventura também antiga, que envolve minha prima *** (Ela vetou a publicação do nome. kkk)
Somos muito parecidas. Em todos os sentidos. Ambas bem espertas, rápidas, ágeis. Quem nos conhece sabe bem. Engraçado é que muita gente até nos confunde.
Bem, quando tínhamos cerca de 20 anos, fomos levar uns tecidos para uma costureira fazer vestidos para nós. Eu tinha o endereço e informei:
– SQN 305, Bl # (não lembro o bloco), Ap. 502.
*** dirigia, estacionou direitinho (apesar de lerdas, dirigimos bem) e fomos pegar o elevador. Havia dois. Em cima de um, escrito “PARES” e, do outro, “ÍMPARES”. Fiz pouco caso:
– Que burrice! Se eu quiser ir a um apartamento de número ímpar e pegar o elevador par, quem é que vai saber?
*** sacudiu a cabeça, abismada com a suprema burrice dos administradores do prédio. Como queríamos o 502, que é par, entramos no elevador par. Apertei o 5 e… nada. O bicho não se moveu. Temos certo medo de lugares fechados, e ficamos meio assustadas. Apertamos mais vezes o 5 e não conseguimos qualquer manifestação do elevador. *** falou, em nosso ritmo bem de-va-gar:
– Será que acabou a luz?
– Mas, se acabou, como que a luz do elevador está acesa?
Ela não desistiu:
– O botão pode estar com defeito.
Apertei o 4. Lá vamos nós! Descemos no quarto andar e subimos de escada até o quinto, sempre criticando a suprema burrice dos administradores daquele prédio.
Tocamos a campainha, mas a costureira não atendeu. Aí era acrescentar a injúria à ofensa. Revoltadas, decidimos ir embora. Chamamos o elevador, e o que chegou foi o ímpar. Honestas como somos, entramos meio ressabiadas, já que havíamos tentado entrar em um apartamento par.
Não sei quanto tempo levou para chegarmos à conclusão de que ímpar e par se referia ao andar e não ao número do apartamento. Bem, talvez alguém tenha explicado pra gente. Apagamos essa parte da memória.
Ah, e a cereja do bolo: fomos à quadra errada. A costureira morava na Asa Sul, e não na Asa Norte. E passou a tarde esperando as freguesas que não apareceram…