Estou gostando desse negócio de informar o peso só uma vez por semana. Eu continuo me pesando todos os dias, não consigo perder o costume. Mas a referência é o da quarta-feira. E foi bom num sentido que eu não esperava. Quando eu colocava o peso todos os dias, o que eu comia num dia não tinha influência direta no dia seguinte e, como já escrevi antes, até hoje não sei quanto tempo a comida leva da boca à balança. Mas, sabendo que a quarta-feira virá, com o resultado acumulado de vários dias, tenho mais facilidade para cuidar da alimentação de cada dia.
Ainda não voltei a fazer exercícios. Apesar de já ter mais de um mês da cirurgia, ainda estou com uns pontinhos abertos, e não custa nada esperar um pouco mais. Hoje eu quase fui caminhar. Mas não consegui elaborar a estratégia (eu tenho estr…..). Sérgio fala que minhas rotinas de beleza são muito cheias de burocracia. Não tenho como discordar.
No momento presente, as burocracias são antes ou depois da caminhada? Vou suar muito. E os pontinhos ainda abertos? Ai, quantas dúvidas.
O negócio anda meio complicado. Eu me levanto e vou começar as providências. Abro meu sutiã-armadura que me acompanha 24 horas por dia, e lá vai: nos pontos que o médico deve tirar amanhã, coloco uma compressa de gaze com um óleo (uma maravilha: aparece em quase todas as roupas); nos dois lugares pequenos que estão abertos, mais gaze, com pomada; aí, o clímax: as tiras de silicone em todos os lugares onde cortou (isso é UM SACO!). Bem, agora, trancar a armadura com tudo isso lá dentro, sem sair do lugar. Tenta aí, depois me conta. Acho que o melhor é fazer tudo isso depois da caminhada, depois do banho. Mas ainda estou preocupada com o lugar que levou os três pontos extras. Não custa esperar mais uns dias.
Pensa que acabou, Bloguinho? Nada disso.
De noite, depois do banho, fico livre das tiras de silicone. Maior adianto. Mas, onde elas estavam, passo uma pomadinha. E as gazes são exatamente como de manhã. Não achei que ia dar tanto trabalho.
Pensa que estou reclamando, Bloguinho? Nada disso! Estou achando o máximo! Eu gosto de burocracias para cuidar de mim. Lembra do dia em que te contei do banho poderoso?
Amanhã devo tirar os últimos pontos, e fazer nova sessão de carboxiterapia nas pálpebras. Melhor que isso, só dois isso!
Ah, e ainda não te contei que vou viajar. Não se preocupe, você vai também. Vamos ao Rio. Acredita que vou assistir um jogo entre Guga e Agassi? Estou empolgadíssima!
E tem casamento na sexta-feira. Primeira maquiagem dos meus olhinhos… E vou cortar o cabelo. Quem sabe radicalizo e corto bem curtinho? Não sei. Vou pensar. Depois informo, mas estou mais inclinada em deixar um chanelzinho básico. AMO!!!!! Como é bom pensar em coisas boas…
Mês: dezembro 2010
NEM MORTA
Muitas vezes eu disse que não faria determinada coisa “nem morta”.
A primeira vez, pelo menos em minha memória, foi quando lançaram um fusca verde bandeira. Disse que não entraria em um carro daquele nem morta.
Logo depois disso, um rapaz novo começou a frequentar nossa igreja. Minha amiga Bette sugeriu que eu namorasse com ele. Eu respondi: “nem morta”.
Decepcionada com o curso que havia escolhido na UnB, saí de lá afirmando que não estudaria lá de novo nem morta.
Quando eu e Sérgio nos casamos, fomos morar no Guará, e eu não gostei da experiência. Ao me mudar de lá, declarei, do alto de minha soberba, que não voltaria a morar lá nem morta.
Afirmei que Serginho seria filho único, que eu não teria mais filhos nem morta.
Houve outras ocasiões em que eu usei essas duas palavras, mas essas situações já são suficientes para entender como eu pensava controlar meu destino.
Assim que eu, Henrique e mamãe tiramos carteira mais ou menos ao mesmo tempo. Papai encontrou um carro para comprar para nós. Ele falava do carro, que escolhera com cuidado, dizendo sempre que era tão bonitinho! Era um fusca verde bandeira, no qual andei pela cidade toda, na maior alegria. O carrinho foi o meu companheiro em muitas aventuras alegres da mocidade.
O rapaz de quem a Bette falou era o Sérgio. Não há necessidade de mais explicações.
Em 1999, voltei a estudar na UnB, numa felicidade ímpar! Fiz um curso maravilhoso, e estou doida para voltar e fazer o mestrado.
Quando Flávia e Daniela nasceram, e precisamos de uma casa maior, encontramos uma sob medida no Guará, e para lá voltei, cheia de alegria.
Serginho tem duas irmãs maravilhosas, que vieram completar nossa família e enchem nosso coração de felicidade e orgulho, bebês que eu não teria “nem morta”.
A Bíblia afirma que, se nos agradarmos de Deus, ele nos dá o que nosso coração deseja. Eu sempre me agradei muito de Deus. Como explicar todos esses “nem morta” que aconteceram? Simples: meu coração mudou. Enxerguei as coisas sob outro aspecto. Deus trabalhou em minhas emoções e meus pensamentos. O importante é que, quando recebi o que achava que não queria, eu as recebi com imensa alegria. Jamais contrariada. Na verdade, eu quis muito cada uma delas.
Hoje, risquei o “nem morta” da minha vida. E isso é uma libertação. Posso descobrir coisas novas, começar a gostar daquilo que detestava! Não vivo fechada em uma cadeia de gostos e não gostos. Estou aberta a experiências diferentes.
Não existem definitivos em minha vida. Apenas a presença constante de Deus, o amor dele por mim.