FOTOGRAFIA FATÍDICA

Ontem eu falei na Débora. Como eu, ela luta para não engordar. Viajamos para a Disney no ano passado, para comemorar o aniversário do papai. Toda nossa família é apaixonada pela Disney. Quem nos ensinou isso foi o papai. Bem, tiramos uma foto. Quando eu vi, pensei:
– Caramba, todo mundo ficou tão bem! Eu estou imensa de gorda.
Débora viu a mesma foto e falou:
– Caramba, eu estou muito gorda! A partir de agora estou de regime!
Eu comentei com ela que não tinha reparado nela. E ela também não tinha me visto. Isso me fez pensar muito. Na verdade, o tema tem sido recorrente, inclusive aqui no blog: a imagem que fazemos de nós mesmos.
Vou dar um exemplo claro. Quando vi a foto abaixo, eu achei que estava muito gorda. Hoje eu não acredito que me achava GORDA!!!!!

Na terapia, temos tratado muito desse assunto. Nosso físico é de um jeito. Ao olhar no espelho, nem sempre vemos o que realmente é. E, na mente, fazemos uma outra imagem. Coisa complicada… Não pretendo discorrer sobre o tema, mesmo porque não tenho conhecimento técnico suficiente para tal. Conto apenas o que acontece comigo.
Preocupada com excesso de peso, vontade de emagrecer, falta de energia para malhar diariamente, compulsão alimentar e outras mazelas mais, preciso, acima de tudo, ser feliz.
Foi difícil, para mim, conseguir aceitar o peso excessivo, encarar a realidade, e começar a agir para mudar o que não está me agradando. O caminho é longo, mas eu sempre acho que o passo mais importante é o primeiro. E esse eu já dei.
Mas, acima de tudo, descobri que a felicidade não está ligada ao peso. Não depende do tamanho da roupa que eu compro. Nunca seremos totalmente felizes neste mundo. Sempre haverá alguma coisa nos incomodando. O excesso de peso é apenas uma das possibilidades. E, para ser bem sincera, preciso admitir que, embora me incomode tanto, de todas as dificuldade que uma pessoa podem enfrentar, essa é das menores.
Tá bom, vou confessar: hoje eu não me acho feia. As gordurinhas estão aqui, mas eu estou bem bonitinha. Não sou linda, mas também não sou feia. Eu me visto bem, cuido do cabelo, das unhas, etc, etc, e fico bem bonita. O segredo é que sou feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

MULHERES!

Nós, mulheres, somos engraçadíssimas.
Uma das características que mais me intriga é nossa relação com a cirurgia plástica. Temos medo. Queremos. Somos fascinadas. Nos empolgamos.
Em um grupo de amigas, basta uma dizer:
– Joaninha vai fazer plástica.
Todas começam a falar ao mesmo tempo:
– Onde?
– Lipo?
– Quem é o médico?
– Ai, eu não tenho coragem.
– Tenho coragem, não tenho dinheiro.
– Mas ela vai fazer no rosto? Precisava era na barriga.
– Como você ficou sabendo?
– Quanto vai custar?
– Tem UTI no hospital ou é em clínica?
– Ai, ela é doida!
– Ela devia aproveitar e pôs silicone nos seios.
E por aí vamos nós. Vaidosas, curiosas, animadas, com inveja…
Há dois grupos: quem já fez alguma cirurgia e quem nunca fez.
Eu fui promovida ao primeiro grupo. Promovida porque temos coragem, porque parecemos um pouquinho mais novas, porque nos sentimos o máximo, mesmo não sendo.
Somos, as dos dois grupos, vaidosas mesmo. Queremos ser sempre bonitas. É difícil ver as rugas, as gorduras localizadas. E, sabendo que existe um jeito de resolver o problema, ai, que vontade que dá.
Já comentei em outro post que entendi que a cirurgia plástica pode se tornar um vício. Com os seios no lugar, passei a fixar os olhos no abdômen, que não está à altura dos ditos. E, no rosto… Com as pálpebras no lugar, as bochechas parecem mais caídas. Sei que não caíram, eu é que olhava para as pálpebras, não para elas. E o pescoço… Bem, eu acho que vou mexer nessas coisas, sim. O abdômen eu posso tratar na academia, mas o rosto e o pescoço não dá.
E aí, vai acontecer:
– A Cláudia vai ser operada de novo?
– Vai fazer o quê?
– Ah, mas ela devia…
– Quem é o médico?
etc., etc., etc.
Tudo isso me veio à mente por causa da Débora, irmã da minha cunhada Renata. Uma amiga da Débora é esposa do médico que me operou, e que havia operado a Renata antes. Ele comentou com a esposa que eu tinha estado no consultório dele. Muito ético, não contou o que eu tinha ido fazer. A esposa ligou para Débora. As duas, mortas de curiosidade, foram perguntar para a Renata o que seria. Renata deu as informações, mas não sabia das pálpebras. Assim que soube, transmitiu as novas informações. Foi uma agitação engraçada, uma troca de notícias digna da CNN. Eu tive que rir! É assim que somos.
Acho que uma palavra nos resume: somos DIVERTIDAS!