82,6 – COMO DESTRUIR UM JOELHO

Estou feliz com o número que a Cicinha me mostrou hoje, já que estou sem fazer exercício nenhum.
Sou muito dengosa. Enquanto tem alguma coisinha me incomodando eu fico quieta no meu canto, não tenho ânimo. Mas vai passar.
Na verdade, hoje eu estava mais animada. Estava, do verbo não estou mais.
Depois do almoço, fui até a sala de visitas. Para os cachorrinhos não ficarem aprontando por lá, pusemos uma cerquinha na passagem do corredor para a sala de jantar. Assim, essa parte da casa fica fora do alcance deles, que controlam todo o restante.
Passei uma perna por cima da cerquinha, mas tropecei nela com o outro pé. Caí com todos os 82,6kg em cima do meu joelho esquerdo. Em seguida, bati o quadril e o cotovelo. Graças a Deus (de verdade, não é só força de expressão) não houve qualquer problema com a cirurgia. Nem ao menos encostei os seios no chão. Mas o meu joelho, Bloguinho, está em petição de miséria. Estou na cama, desde o ocorrido, com gelo o tempo todo. Espero que isso não atrase ainda mais minha volta à academia. Estou com medo de amanhecer com muita dor e precisar ir ao médico para imobilizar.
Ai, ai!!!!! Isso é que eu chamo de avançar rumo à boa forma física: destruir um joelho!
Depois que eu estava no chão, Flá e Dani e a Renata (a empregada) correram para ver o que tinha acontecido, porque eu só falei: “Eu caí”! Primeiro, estava doendo demais, eu só gemia. Depois, a gente começou a pensar como eu ia levantar. Não dava para ajoelhar, o dito doía demais. Elas não podiam me puxar pelos braços por causa da cirurgia. E eu não podia me apoiar nos braços, também por causa da supra-citada. Aí começamos a rir. Levei um tempão para me ligar que podia apoiar no outro joelho. Bem, consegui me colocar na vertical de novo.
Vamos ver amanhã o que vai ser de mim…

SOBRINHOS – MEU RAPAZ

Meus pais só têm dois netos do sexo masculino: Serginho e Marcos. A diferença de idade entre os dois é de mais de 20 anos. Nossa família Moraes Ziller esperava ansiosa a chegada de um menino. E Deus nos deu esse presente maravilhoso.
Durante bastante tempo, ele foi “meu bebê”. Um dia, comentei que ele entraria na universidade e eu ainda o chamaria assim. Comecei a notar que ele não estava gostando muito. Perguntei se preferia “meu bebê” ou “meu rapaz”. Claro que mudou para a segunda opção.
Marcos é inteligentíssimo. Sempre que se interessa por alguma coisa, explora a fundo, até que esgota o tema e passa adiante. A lista é grande: carros, aviões, bateria, guitarra, futebol, mercados, portões automáticos, Nova York, trens, as músicas e a dança de Michael Jackson, e por aí vai. Atualmente, retomou os aviões, que haviam ficado esquecidos durante algum tempo.
Ainda bebezinho, sem saber falar, nós tínhamos, toda sexta-feira, o momento de “conversar”. Ele falava aquelas coisas de bebê, dava risadinhas, parecia estar me contando suas aventuras da semana. Isso virou um costume. Ele foi aprendendo a falar e começou a realmente contar o que havia acontecido. Hoje não conversa tanto, mas tem dias em que me chama no canto e nosso papo vai longe. Há vários segredos que me contou, e que não posso revelar de jeito nenhum. E não conto mesmo.
Meu rapaz sabe curtir a vida. Quando está tocando bateria, parece um adulto, domina o que está fazendo. Mas, na hora de ser criança, é criança com vontade. Brinca, ri, chora, faz o que toda criança faz.
Uma coisa engraçada é o tamanho dele. Eu digo que parece crescer uns 5cm por semana. A gente olha para aquele menino grande e esquece que ele nao tem a idade que aparenta. O importante é que ele não esquece, não tenta se comportar como menino acima da idade dele.
Uma das coisas que mais me dá alegria é dar um abraço bem apertado nele, porque sei que ele gosta de abraços. 
Essa foto mostra um lado maravilhoso do Marcos: o carinho com a família, em especial com o avô e a avó. Foi tirada em Florianópolis, no início deste ano. Meu pai levou um tombo. Machucou-se, foi para o hospital, precisou enfaixar o joelho. Meu rapaz ficou preocupadíssimo. Depois que o vovô chegou de volta ao hotel e já estava acomodado em sua cama, alguém bateu à porta. Ela o rapaz, tinha ido visitar. Conversou, contou caso, fez carinho. Vovó bateu a foto, que revela toda a bondade e amor que residem no coração desse grandão pequenininho.
Que ele continue sempre com coração de criança, como Jesus quer!