Ontem meu primo Arturo (Tuto) postou no Facebook que descobriu ter hipotireoidismo, o mesmo problema do Ronaldo Fenômeno. Por isso não consegue perder quilos extras. Outro primo, o Fernando (Desculpe, mas esqueci seu apelido.), prescreveu logo remédios infalíveis para resolver a situação: Fechabocol, Cancelobeberol, Dispensoguloseimol e Futebol. O último remédio da lista não é muito do meu gosto, então perguntei se poderia substituir por Academiol. Muito solícito, Fernando respondeu imediatamente que posso, sim, mas que, como sou do “tipo fêmeo”, preciso acrescentar um comprimido diário de Esqueceoleitemoçol. Caí na gargalhada imediatamente, claro.
A verdade é que meu primo, na brincadeira, apresentou a receita infalível, que todo mundo sabe que funciona. E ainda tocou num ponto que me intriga: o fascínio que o doce exerce sobre nós, do “tipo fêmeo”.
Por que, nos restaurantes, a gente vai logo para a parte de sobremesas do cardápio? Depois de analisar as opções dali, pedimos o salgado de forma a “sobrar lugar” para o doce. Será que existe alguma explicação médica para isso?
Outro dia, em um shopping em Natal, depois de almoçar, compramos umas “pequenas” fatias de torta em uma doceria maravilhosa chamada Pé-de-moleque. Enquanto comíamos, comentei com o Sérgio que 90% das pessoas que se acotovelavam no balcão eram mulheres.
Eu consegui uma grande vitória sobre os doces. Hoje, sou extremamente seletiva. A torta supracitada valia cada caloria. Mas eu não como doce só por comer. Tem que ser um doce especial. Não como sobremesa todos os dias. Mas foi difícil. E, até hoje, de vez em quando tomo um comprimido de Esqueceoleitemoçol.
Bem, tenho tomado os remédios prescritos pelo Fernando, mas com falhas no Academiol. Ainda assim, continuo emagrecendo. Ai, que bom!
Mês: fevereiro 2011
AINDA LÁGRIMAS – Um agradecimento ao Valter Júnior
Gosto de escrever textos alegres, cheios de humor. Desde sábado, porém, estou mais para lágrimas do que para riso. Vai melhorar, claro, mas ainda está muito recente. Vou vivendo o luto, como se diz…
No domingo, enquanto derramava minhas lágrimas, senti meu espírito tão vazio… Não estava longe de Deus, mas sem saber expressar para ele o que se passava em meu coração.
É interessante isso. Em determinados momentos de tristeza intensa, parece que não conseguimos falar com Deus. Pelo menos, acontece comigo. Eu não estava revoltada contra ele. Não se tratava de uma briga entre nós. Eu sabia que nossa amada precisava do descanso. Era mais como o silêncio que mantemos perto de um amigo que nos entende.
Ontem de manhã, entrei no Facebook e encontrei o seguinte recado no post em que falei que estava sofrendo pela morte da dona Ábia:
Valter Junior Melo Enquanto choramos nossa alma está orando e assim dizendo a Deus o que estamos sentindo. Deus vai recolhendo nossas lágrimas enquanto enxuga as Dele. Sofremos, mas não sem esperança, pois a gente se encontra novamente em breve. Cristo nos assegurou isso. Deus nos ajude a prosseguir por amor aos que estão conosco e por amor a Ele. Volta logo Senhor! Fraterno abraço.
Isso falou tudo. Valter sempre tem uma palavra sábia através do Facebook, que usa com maestria para abençoar a gente.
O pensamento de que Deus chorava junto conosco, por causa do que estávamos sofrendo, traz uma compreensão do motivo pelo qual eu não falava nada: não havia necessidade. Deus sofre comigo. Conosco. Com todos e com cada um.
Há um texto na Bíblia que afirma que Deus recolhe nossas lágrimas. Ele as vê. Conhece cada uma delas. Acompanha enquanto elas caem.
O sofrimento humano é uma das grandes questões que se colocam entre nós e Deus. Muitos questionam a própria existência da dor, já que Deus afirma ser amor. Não vou entrar em debates teológicos. Mas posso dizer que tenho experimentado, no meio de cada dor, a presença de Deus me consolando e, depois da curta palavra do Valter, entendi que tenho experimentado, também, a empatia Dele em meu sofrimento.
Pensamento poderoso, esse!