UMA CARONA NA VAN DA CLARICE

A van da Clarice rendeu, ontem. O post dela fez sucesso. Sendo assim, vou pegar carona e falar mais sobre a “chiquice” da nossa família. Fotinhos de uma de nossas nada chique vans:

Não sei de onde essa fama vem. Talvez das avós, que estavam sempre arrumadíssimas. Ou da nossa paixão por sapatos, ou do gosto da mamãe pela arrumação da casa, ou do capricho dela para estarmos sempre impecáveis, do cabelo até as unhas dos pés.
Mas, se tem uma coisa que não somos é chiques.
Para começo de conversa, e bota conversa nisso, falamos alto demais. As duas coisas. Falamos alto. Falamos demais. Rimos muito (rir nunca é demais). Rimos alto. Uma ressalva: Cristina é mais comedida nesse quesito intensidade do som.
Outra coisa muito chique, que não temos em absoluto, é aquele negócio blazé, de fingir não estar deslumbrado diante de uma coisa deslumbrante. Um exemplo: Nem sei quantas vezes fomos à Disney. Não contamos mais. No entanto, todas as vezes em que entramos temos que fazer o maior estardalhaço. Uns choram, outros riem. Todos gritam (menos a mamãe – ela é chique). Durante os shows de fogos é que vamos à loucura. Prova cabal da não-chiquice: em um lugar chiquetésimo para assistir Iluminations, espaço reservado só para nós, conseguimos tirar a foto mais ridícula do mundo. Nem quero imaginar o que os funcionários que trabalhavam por ali pensaram desse grupo sui-generis.

Outra prova de nossa destituição de chiquice reside em nossas amadas férias em Santa Catarina. Todos os anos. Pelo menos 20 dias. Pensa em 100 pessoas enfurnadas em um apartamentinho de dois quartos (sendo um deles pouco mais do que um corredor). Ali a gente se esbaldava em nossa não-chiquice. Mamãe cozinhava para um batalhão. A gente tinha escala para arrumar a cozinha e lavar o banheiro. Era um entra e sai sem fim. Gente que chegava, passava uns dias e ia embora. Nem precisava avisar. Era só chegar com um colchão. Pensa na falta de conforto.
Em festas, a gente está sempre com a turma da bagunça, nunca com a sofisticada e fina. Sabe aqueles que dão um jeitinho de tirar o sapato embaixo da mesa? Isso, somos nós.
Estamos sempre em turma. Tudo junto num montinho. Gente chique não é assim. Cada qual tem suas atividades e seus programas sociais. Mas nós somos a Zillerada. Lá vem a galera! Sensíveis, coloquem algodão nos ouvidos, porque o barulho vai começar!
Mas há uma coisa em que somos imbatíveis: somos felizes! Enfrentamos problemas difíceis, cada um com suas lutas, mas quando nos reunimos, somos felizes. Papai até consegue esquecer um pouco a dor que o aflige há tanto tempo, cada um de nós deixa de lado suas preocupações e nos deliciamos em conversas e risadas que recarregam nossas baterias para mais uns dias de lutas. Se ser chique é ser feliz, então, somos chiques no úrrrrrrrrrrrrtimo!

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