18) OS QUE PASSARAM

Sou das mais antigas. Apesar de extremamente conservada (às favas com a falsa modéstia – ainda hoje, comentei com Bernadette que estamos muito melhores do que há 20 anos!), estou aqui praticamente desde a fundação – chegamos em abril de 1962. Conversando agora mesmo com Keyla Dâmaso, que comentou o post CORRE!!!!!!!!!!!!! (https://claudiazillerfaria.com/2012/04/09/9-corre/), falei sobre a saudade que sinto dela, de dona Eunice e do Ézer, os outros membros da família do Dotô, que não frequentam a nossa igreja.

E me lembrei de algumas pessoas que passaram por nossa comunidade e que já não estão conosco. Não me refiro aos que foram para a chamada “Igreja Triunfante”, onde já estão muitos, como a dona Léa, de quem falei ontem. Falo dos que ainda estão por aqui, neste mundo nosso, de maravilha e luta, mas que moram em outros lugares, ou preferiram se unir a outras comunidades de fé, ou simplesmente preferem não participar de nada no momento.

Sou como o filho mais velho da parábola. Aquele que ficou em casa. Ao contrário dele, ou melhor, aprendi com a experiência dele que posso desfrutar de tudo que o Pai tem para mim, e que posso me alegrar quando o irmão volta para casa. Mas também, por causa do filho bíblico, posso ir além, e me alegrar com aqueles que estão em outros lugares, realizando trabalhos maravilhosos. Como a própria Keyla, que é conselheira dos adolescentes (ou jovens, não sei) na igreja dela e desempenha a tarefa com excelência.

Temos nosso pastor, o M… Pastor Sérgio, grande alegria para nossa turma, que viu sair daqui um pastor de peso, tanto literal quanto espiritual. Minha irmãzinha Clarice, que hoje é pastora no Núcleo da Fé e realiza trabalho maravilhoso. Luiz Felipe, fazendo seu doutorado em teologia no Canadá. Marinalva, trabalhando com a JOCUM em algum lugar deste mundo e André Fernandes, que é obreiro na JOCUM no Havaí. Flávia, minha filhinha, que está lá com ele e depois vai como missionária para o Cambodja!!!!!!!!!! E o primeiro de que me lembro, Ricardo Bonfim, que foi para os Estados Unidos estudar, fixou moradia lá e realiza trabalho abençoado para o reino de Deus.

E quantos passaram por aqui e foram embora, deixando um monte de saudade, recordações preciosas, colaborações importantes. Mudaram a vida de nós que permanecemos.

De vez em quando, alguém aparece para visitar a velha casa. Que alegria! Quantas recordações boas do tempo passado! Como é bom ver que eles progrediram, avançaram, e que nós fizemos o mesmo. Mas aquela base conjunta continua lá. O que aprendemos, vivemos juntos, formou o fundamento sobre o qual edificamos vidas muito diferentes, mas que seguem na direção do Pai.

Alguns se afastaram do caminho, claro. Não há problema, chega o dia em que voltam ao caminho do Senhor. Tenho visto isso acontecer vezes sem conta.

E, se você, hoje, não faz parte da Igreja Metodista da Asa Sul, mas fez em algum momento de sua história, participe conosco da comemoração maior, no domingo de manhã, às 10:00. E depois, almoce lá conosco, para matar a saudade.

O Pai mandou matar o bezerro cevado e nós, os filhos que ficamos em casa, em vez de ficar resmungando do lado de fora, queremos conversar com você, saber das experiências que você tem tido, das alegrias por que tem passado e, caso você queira desabafar, das lutas que tem enfrentado!

É como coração de mãe: sempre cabe mais um!

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