82,6 – OI, AMIGO!!!!! QUE SAUDADE…

Logo cedo, reencontrei um amigo querido, que não via há muito tempo. Estava me vestindo, quando notei uma coisa diferente perto do umbigo. Olhei com mais atenção, e lá estava ele: um músculo abdominal!!!! Que alegria! Até pensei em organizar uma festa de boas-vindas, para ele e, de quebra, para a Dani, que também voltou para casa hoje. Espero que os dois fiquem por aqui. Dani vai até viajar de novo, mas tomara que o músculo nunca mais desapareça, nem mesmo por alguns dias.
Há algum tempo, a Academia Júlio Adnet fez um outdoor muito legal. A foto de um corpo super musculoso, e dizia: “Seu corpo tem x (não lembro o número) músculos. Venha conhecê-los”. Eu tinha feito o caminho contrário. Conhecia meus músculos, mas eles sumiram embaixo da gordura… Senti muita saudade deles ao ver aquele outdoor, ainda mais que, na época, não tinha a mínima força para ir malhar.
Uma das coisas de que mais gosto na musculação é ver o corpo ficar definido. Acontece bem rapidamente. A própria pessoa já começa a ver diferenças nos primeiros dias. Como eu comecei a praticar exercício pela caminhada, minhas pernas logo ficaram com os músculos tonificados, mas os braços e o abdômen, outra história… Lembro bem de quando meus bíceps apareceram, logo que comecei a pegar peso! Fiquei encantada, contraía e apertava toda hora, só pelo prazer de sentir aquela coisa firme no meu braço.
Na verdade, nunca fui barriguda. Inclusive depois de gravidez, em menos de 15 dias já estava de volta às minhas calças jeans. Mas eu me via barriguda. Outro dia, vendo umas fotos antigas, encontrei uma que tirei na praia, de canga – o máximo de concessão que fazia. Eu me via muito gorda! Lembro que, quando vi essa foto específica, fiquei brava por ter tirado. E, hoje, percebo como minha barriga e meus braços estavam bem! Músculos bem definidos, tudo “inriba”. Mas não era isso que eu via. Não sei se ainda me vejo da forma errada. Não tenho como avaliar.
Ontem, por exemplo, fui renovar meu passaporte. A moça tirou a foto e me mostrou:
– Gostou?
– Meio gorda, né?
– Gorda!?
– É, olha a papada.
– A senhora não é gorda, não tem papada nenhuma.
Era bondade dela? Eu realmente enxerguei uma papada. Está lá mesmo? Será que daqui a 10 anos vou olhar e ver que estava tudo na minha mente? Sei lá! Bom assunto para iniciar a sessão de terapia na próxima sexta-feira…

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