16) VÍRUS, BACTÉRIA, O QUE SERÁ ISSO?

Eu e Sérgio fomos os primeiros atingidos. Logo em seguida, Solete. Bem, vamos um pouco mais devagar.

Nossa igreja não era grande. Éramos poucas famílias, bem unidas. Como já contei inúmeras vezes, nós, as primeiras crianças, depois os primeiros adolescentes, jovens e adultos crescidos na IMAS, estávamos sempre juntos. Talvez tenha sido daí a epidemia. Mas, bem no meu coração, eu sei que Deus resolveu nos abençoar de uma forma especial, nos dar um presente que poucos grupos recebem.

Aos quatro meses de minha segunda gestação, ficamos sabendo que eram gêmeos. Na idade da ecografia que não dava pra ver nada, só soubemos que eram gêmeas quando nasceram. Não sabíamos o sexo até aquele dia. Uma era menina, com certeza. Como pareciam ser univitelinas, a outra seria menina também. Mas certeza certa, só na hora do parto.

Mãe e filhas em situação meio delicada, ficamos internadas durante uma semana. Voltamos para casa no domingo à tarde. E recebemos logo a visita de dona Alzira e Sílvia Foizer. As primeiras em casa. Pedi notícias da Solete, que estava no início da gravidez. Ela passava mal demais, tinha que ser internada para tomar soro. Em tom de brincadeira, falei:

– Quem sabe são gêmeos? Eu também passei tão mal!

Rimos, achando impossível uma “coincidência” tão próxima. Mas Deus riu da gente. Eram dois meninos. Nasceram seis meses depois da Flá e da Dani, foram super amigos durante a infância. Era lindo: duas moreninhas e dois lourinhos, iguais dois a dois, sempre alegres, aprontando todas. Faziam natação juntos, o professor amava os quatro!

Não sei a ordem exata, mas depois os gêmeos chegaram também para Henrique, Delse, Lena e Manoel. Seis pares de gêmeos em um grupo de cerca de 50 jovens! Todos bênção maravilhosa na nossa vida. Repito: para mim, sinal da bênção de Deus sobre nós.

Minha teoria é que fomos vítimas de algum tipo de vírus, ou bactéria gemelar. Ou, talvez, existisse alguma coisa na água da igreja, ou no ar, que provocava os nascimentos duplos. A verdade é que essas duplas nos encheram e enchem de alegria.

As quatro Zillers:

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