SOBRINHOS – LELECO

 
Esse é o Leleco, no dia do casamento dele! Isso mesmo, casamento! Meu sobrinho levadinho é hoje chefe de família!
E põe levadinho nisso. Esse gatão tocava o terror quando era um gatinho.
Com toda certeza, foi o menino mais levado que conheci. Levado e amoroso. Junto com as bagunças, ele sempre tinha um jeito carinhoso comigo e com as priminhas.
A diferença de idade entre Léo e Flávia e Daniela, 10 meses (elas mais velhas), me impediu de pegá-lo no colo, de brincar com ele, como fiz com todos os outros sobrinhos.
Ah, mas ele foi meu primeiro afilhado! E, por isso, tem um lugar bem especial no meu coração.
Sendo tão “comportado”, Léo sofreu vários acidentes, sendo dois bem graves. Um foi uma queimadura horrível nas pernas, e em outra ocasião, quebrou os dois braços.
Na época da fratura nos braços, estávamos planejando uma viagem para os Estados Unidos, e Léo resolveu aprender inglês. Tinha apenas 12 anos, mas encontrou um curso perto da casa dele, e começou a estudar.
Precisou de cirurgia em um dos braços, e ficou internado, mas levou o material do curso para não perder o ritmo. Uma tarde, fiquei com ele para a mãe ir em casa um pouco. Passamos a tarde estudando. Ela chegou de volta, conversei um pouquinho e saí. Depois, ela me contou que o coitadinho estava doido para fazer xixi, mas não teve coragem de me pedir ajuda. E não conseguia sozinho, com os dois braços engessados.
Dias depois, jogava ping-pong, usando os gessos como raquete. E, durante a viagem, ele se responsabilizava por fazer todos os pedidos dos pais e dos irmãos na hora das refeições. E fazia tudo direitinho!
Assim sempre foi o Leleco. Alegre, cheio de vida, animado, disposto. Hoje a gente ri quando lembra das maluquices que ele fazia. Enilda e César fizeram excelente trabalho ao aparar as arestas no temperamento do filho.
Leleco, mais um sobrinho que enche o coração da tia de orgulho!!!!!! E não apenas por ser um gatão, mas por se mostrar, cada dia mais, um homem amadurecido.

SUGESTÃO PARA UMA EMENDA CONSTITUCIONAL

Isso mesmo. Acabou a brincadeira. Já se passaram quase duas semanas da cirurgia, estou super bem, retomo hoje a vida séria.
Não sei qual é o meu peso hoje. Esqueci de pisar na Cicinha de manhã. Vou ver se lembro amanhã.
O caso é o seguinte: meu esquema está furado (ai, ai, ai). Eu sempre vou ao banheiro na hora em que me levanto, troco a roupa. Nesse momento, me peso. Como não tenho trocado a roupa, sempre fico com o pijama mesmo, por causa de abotoar na frente, acabo esquecendo de me pesar. Mas vou me esforçar para trazer o numerozinho sofrido amanhã.
Estou super contente com o resultado das duas cirurgias. A do rosto quase nem dá para ver a cicatriz. A dos seios foi mais complicadinha, e ainda incomoda um pouquinho, mas muito pouco quando comparado ao bem que me fez.
É como se eu andasse com dois saquinhos pendurados no pescoço e, de repente, alguém os colasse no lugar certo. Vamos imaginar de outra forma. Pegue duas sacolas de supermercado. Coloque pouca mercadoria em cada uma, amarre as duas e pendure no pescoço (as sacolas para a frente, claro). De repente, alguém muito caridoso vem, pega as compras e coloca em sacolinhas menores, tira o nó de trás do pescoço e prende no peito. Imagina o alívio! Nada pendurado! Tudo grudado! Coladinho no lugar certo!
Toda mulher deveria ter o direito de fazer isso. Acho que vou sugerir uma emenda constitucional neste sentido.