DEU BRANCO! SOCORRO!

Primeiro dia do meu desafio e minha mente está em branco. Ou melhor, cheia de sugestões que não levam a nada. Becos sem saída, digamos assim.
Já me passaram pela cabeça vários temas: chuva no telhado, o jogo Guga x Agassi, meu amor por viagens, o dia em que andei de sutiã no parque da cidade, minha mãe internada e eu sem poder visitar, a história de como aprendi a ler, de onde vem minha paixão por escrever, o que gosto de escrever, o processo que acontece da ideia ao texto (o meu, pessoal, não uma aula técnica), a história de amor entre eu e meus cachorrinhos, etc. etc.
São quase três horas da tarde. Pela quantidade de “temas”, fica claro que nenhum deles avançou muito.
Descobri no Twitter esse site para aspirantes a escritores – Writer’s Digest. Muito interessante, com vários cursos que pretendo fazer no ano que vem. Não quero começar agora, porque fiz um curso de um fim de semana no mês passado e ainda estou fazendo as tarefas, ainda tenho muita coisa a aprender lá, me aprofundando na apostila que recebi.
Eu escrevo desde sempre. Na verdade, o jeito que mais me agrada é no papel, com lápis (caneta, não!). Mas transito com facilidade pela internet, digo que sou “cibernética”. Dou sempre um jeito de produzir alguma coisa: diário, blog, coisas que não mostro para ninguém, contos, descrevo sonhos que tive, cartas, e por aí vai. A escrita é tão natural e fácil para mim que acho engraçado quando uma pessoa me diz que tem dificuldade. Sempre digo:
– É só pôr no papel o que está no seu coração.
Bem, meu coração hoje está meio caótico. Não encontra um rumo definido para registrar aqui. Mas não posso começar o desafio com uma derrota. Por isso, deixo registrados aqui os becos sem saída de hoje. Até amanhã eu encontro uma saída e escapo do beco.

UM DESAFIO

Aceitei um desafio. Há um site, Writer’s Digest, para aspirantes a escritores. Hoje, surgiu um desafio: voce promete a si mesmo que vai escrever algum texto todos os dias até 31 de dezembro deste ano.
As pessoas se propõem ao que quiserem. Alguns querem terminar livros, outros pretendem concluir algum trabalho. Eu quero apenas escrever. Preciso escrever. O ato de colocar meus pensamentos no “papel” me faz muito bem.
Sou suscetível a compulsões. Muitas vezes são jogos no computador, outras, mexer com fotografias, ou fazer tricô, comprar livros, organizar alguma coisa, etc. Nâo existe remédio para a compulsão. A gente precisa direcioná-la para atividades produtivas. Quando isso não acontece, surge dependência química, hipocondria, vício em jogos e inúmeros outros problemas.
Para mim, a escrita é a atividade mais terapêutica. Quando mantenho um ritmo de escrita constante, vejo as compulsões ficarem bem mais fáceis de controlar. Por isso, sem desistir do acompanhamento da perda de peso no outro blog, prometi escrever alguma coisa neste aqui todos os dias.
Sei que não será esforço. Gosto de fazer isso, sinto prazer depois do texto pronto, gosto de sentir as ideias saindo pelas pontas dos dedos.
Haha, me aguarde, Sr. Blog, porque você receberá aqui pensamentos do arco da velha. Sérios, tristes, alegres, bobos, engraçados, infantis e, talvez, alguma pérola de sabedoria. Espere e verá!