SOBRINHAS – FEFÊ

 
Hoje é minha sobrinha mais novinha. Chegou num susto. Ninguém esperava, mas Deus tinha outra opinião: sabia que nossa família jamais seria completa sem essa criaturinha tão especial.
Uma palavra descreve a Fefê: charme. Enquanto a Ripilica é espevitada e fala pelos cotovelos, Fefê é mais tímida. Mas, quando abre a boca, quando acaba a timidez, ô menininha engraçada!
Domingo passado, Serginho e Flávia levaram Marcos e Fefê à exposição Corpos. Os comentários dela eram tão hilariantes que Serginho ouviu um homem falar para a mulher que estava com ele:
– Vamos ficar perto dessa menininha, porque ela é engraçada demais.
Ela fala coisas inacreditáveis para o tamanho dela. Desde sempre. Ainda não tinha dois anos e a Cristina foi vestir uma blusinha nela. Era tamanho dois (Fefê, ao contrário do irmão, é miudinha. Joel fala que ela tem o menor rosto do mundo.). Ela olhou bem para a mãe e falou:
– Dois.
Cristina não entendeu. Perguntou o que era, mas a menina ficava repetindo a mesma palavra. Até que apontou o número na etiqueta da blusa. Cristina falou para o Joel:
– Nossa, ela já conhece o numeral! Estou com medo dessa menina!
E continua assim. Sempre indo além do esperado para a idade dela. Aprendeu as letras praticamente sozinha, pelo som.
Ah, e a mesma capacidade que tem para aprender e falar coisas engraçadas ela tem para fazer bagunça! Tanto para espalhar brinquedos, quanto para falar alto, rir, fazer brincadeiras com a gente.
É muito interessante na Fefê essa mistura de timidez e não-timidez.
Houve um tempo em que ela me chamava de Sacódia. E tudo que ela possuía tinha sido dado pela Sacódia. Tia Mônica, na igreja, gostava de perguntar quem tinha dado o vestido, o sapato, a boneca, etc., só para ouvir a resposta:
– A Sacódia!
Bem, Sacódia pretende fazer muitas coisas boas com a Fefê, não apenas dar presentes! Outro dia, pela primeira vez, ela pediu para vir para minha casa. Infelizmente, não dava. Mas vai chegar a hora, e ela virá muitas vezes!
Outro dia, a Mônica me falou que eram muito sobrinhos. São mesmo. Cada um especial. Todos maravilhosos, bênçãos que Deus colocou em minha vida. Desejo, de todo coração, ser bênção na vida deles também. E estarei sempre à disposição deles, para o que eles precisarem!
Começa no grande Fofão e termina na pequena Fefê. Quem sabe Deus ainda vai mandar mais alguém…

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